De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de janeiro a junho deste ano, o Brasil exportou US$ 34,4 bilhões, valor 2,38% menor do que no mesmo período do ano passado, e o escala valor desde 2010.
O país tem baixa penetração no mercado internacional, está desconectado das cadeias globais de setores de alto valor agregado e a internacionalização das empresas brasileiras é ainda lenta mesmo em um cenário de câmbio desvalorizado.
Atualmente, as empresas brasileiras só têm acesso livre de tarifas de importação e barreiras não tarifárias a 8% de todo o comércio internacional. Esse nível de abertura dos mercados externos aos bens produzidos no Brasil é muito pequeno quando comparado a outras economias, como a União Europeia (45%), os Estados Unidos (24%), a Austrália (22%) e o Canadá (19%). Se a comparação for feita com os nossos parceiros latino-americanos da Aliança do Pacífico, a distância é ainda maior, sobretudo em relação ao Chile (83%), ao Peru (74%) e ao México (57%).
O Sócio da Barral M Jorge, Welber Barral, conversou com o portal de notícias de Comércio Internacional Comex do Brasil e afirmou que “o Brasil sempre foi um país muito fechado. A participação do país no comércio mundial era de 1,4% em 2010. Em 2015, caiu para 1,2%, e é um percentual muito marcado por commodities, porque a exportação de manufaturados não chega a 0,7%. Desde a época do pau brasil, é um país que nunca teve política de longo prazo de comércio exterior”.
Ele lembra que, ao longo dos anos 2000, mesmo as empresas que já exportavam se voltaram para o mercado interno, mais demandante, e as que queriam exportar fizeram um esforço enorme para vencer a sobrevalorização cambial.
Barral explica que o retorno ao comércio exterior é de médio e longo prazo, pois está cada vez mais difícil entrar nos mercados estrangeiros. Segundo ele, até mesmo para setores em que os produtos brasileiros são bem competitivos, como o de alimentos processados, há muitas exigências de certificações.
Além disso, complementa Barral, o País é o único do mundo que exporta impostos, por manter no preço dos produtos os resíduos tributários que permaneceram ao longo da cadeia produtiva, como PIS/Cofins, IPI, ICMS e encargos de energia e telecomunicações.
“O exportador brasileiro é forte por conseguir vender mesmo com elevado imposto sobre mão-de-obra, em relação aos seus competidores, altos custos de insumo, logística e burocracia”, completa.
Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos exportadores, a exportação é a melhor opção para os empresários que querem sobreviver à concorrência estrangeira dentro do Brasil, ampliar seus negócios, adquirir tecnologia e inovação e se tornar um player global eficiente.
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