{"id":1161,"date":"2014-11-05T00:00:00","date_gmt":"2014-11-05T03:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-11-05T00:00:00","modified_gmt":"2014-11-05T03:00:00","slug":"para-inserir-o-brasil-no-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/para-inserir-o-brasil-no-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Para inserir o Brasil no s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"<div class='node-author node-author-valor-share'>\n<div class='node-author-inner'>Por&nbsp;<strong>Jorge Arbache<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div id='node-body' class='n-content'>\n<div class='ml-image mdl mblue mdl-img left ml-image-preset-media_library_small_horizontal  media-library-image'>\n<div class='hdr-right'>&nbsp;<\/div>\n<p><a href='http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/14\/10\/foto27opin-201-col_op1-a26_2_0_750_491.jpg' rel='colorbox-image'><img class='imagecache imagecache-media_library_small_horizontal' title='iStock\/Getty Images' src='http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/imagecache\/media_library_small_horizontal\/gn\/14\/10\/foto27opin-201-col_op1-a26_2_0_750_491.jpg' alt='iStock\/Getty Images' width='240' height='157' \/><\/a><\/div>\n<p>A OCDE publicou recentemente um interessante estudo cujo objetivo foi produzir s&eacute;ries hist&oacute;ricas internacionais de educa&ccedil;&atilde;o. O estudo mostra que, em 1870, a escolaridade m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o brasileira acima de 15 anos era de 0,5 ano. Naquele mesmo per&iacute;odo, Austr&aacute;lia, Estados Unidos e Canad&aacute;, pa&iacute;ses jovens como o nosso, tinham escolaridade m&eacute;dia substancialmente maior: 3,1, 5,6 e 5,7 anos, respectivamente. Logo, enquanto a imensa maioria da popula&ccedil;&atilde;o brasileira ainda era analfabeta, as daqueles pa&iacute;ses j&aacute; tinham atingido n&iacute;veis respeit&aacute;veis de escolaridade.<\/p>\n<p>Cento e trinta anos mais tarde, a escolaridade m&eacute;dia do Brasil era de 7,5 anos, marca relativamente mais pr&oacute;xima dos cerca de 13 anos de Austr&aacute;lia, Estados Unidos e Canad&aacute;. O problema &eacute; que esses pa&iacute;ses tinham atingido aquela escolaridade j&aacute; no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, o que nos leva &agrave; perturbadora conclus&atilde;o de que o nosso atraso educacional &eacute; de um s&eacute;culo.<\/p>\n<p>Por certo, s&atilde;o muitas as causas deste imenso retardo educacional, sendo a estrutura econ&ocirc;mica possivelmente a mais relevante. Na condi&ccedil;&atilde;o de economia baseada na monocultura e no trabalho escravo, a realiza&ccedil;&atilde;o de lucros no s&eacute;culo XIX pouco ou nada dependia dos benef&iacute;cios da escolariza&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho, o que, provavelmente, teria contribu&iacute;do para que a educa&ccedil;&atilde;o permanecesse &agrave;s margens das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Mas o fim da escravid&atilde;o e a funda&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica pouco alterariam a situa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, que ainda continuaria estagnada por d&eacute;cadas, presumivelmente em raz&atilde;o da persistente centralidade da produ&ccedil;&atilde;o de commodities para a economia.<\/p>\n<p>Nem a r&aacute;pida urbaniza&ccedil;&atilde;o, nem tampouco a industrializa&ccedil;&atilde;o observada no p&oacute;s-guerra levariam &agrave; expans&atilde;o significativa da educa&ccedil;&atilde;o. De fato, em 1950, a escolaridade m&eacute;dia era de meros 2,4 anos; vinte anos depois, ela ainda estava em 3,8 anos. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para este modesto avan&ccedil;o &eacute; que a ind&uacute;stria que ent&atilde;o se desenvolvia ancorava-se no modelo de industrializa&ccedil;&atilde;o por substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es voltada para o mercado interno e, portanto, pouco dependia da produtividade e da incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias para se viabilizar economicamente.<\/p>\n<p>O atraso educacional do Brasil nos deixou ao menos seis legados. Primeiro, na medida em que a educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; empiricamente associada &agrave; produtividade do trabalho, o nosso crescimento econ&ocirc;mico passaria a depender basicamente da incorpora&ccedil;&atilde;o de mais for&ccedil;a de trabalho e de mais estoque de capital. N&atilde;o por acaso, tanto transforma&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica como escassez de poupan&ccedil;a explicam ao menos parte da desacelera&ccedil;&atilde;o do nosso crescimento.<\/p>\n<p>Segundo, na medida que a educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; empiricamente associada ao desenvolvimento e uso de novas tecnologias, a economia brasileira permaneceria tecnologicamente atrasada. Ao ser exposta &agrave; competi&ccedil;&atilde;o internacional, a ind&uacute;stria passaria a enfrentar dificuldades e a perder espa&ccedil;o na economia. O setor de servi&ccedil;os, notadamente o de consumo, expandir-se-ia e tornar-se-ia largamente predominante na economia, por&eacute;m, criando empregos de baixa qualidade em raz&atilde;o da sua diminuta produtividade.<\/p>\n<p>Terceiro, na medida que a educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; empiricamente associada ao rendimento do trabalho, grande parte da popula&ccedil;&atilde;o seguiria percebendo sal&aacute;rios baixos, o que ajudaria a explicar duas das maiores chagas do Brasil, que s&atilde;o a pobreza e a desigualdade de renda.<\/p>\n<p>Quarto, na medida que a educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; empiricamente associada &agrave; gera&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de riquezas, o nosso atraso educacional viria a contribuir para explicar a condi&ccedil;&atilde;o do Brasil de economia perif&eacute;rica.<\/p>\n<p>Quinto, na medida que a educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m est&aacute; associada empiricamente &agrave; incid&ecirc;ncia de crimes, condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, qualidade das institui&ccedil;&otilde;es e estabilidade pol&iacute;tica, ent&atilde;o o nosso atraso educacional viria a afetar a qualidade de vida e o ambiente para se fazer neg&oacute;cios.<\/p>\n<p>Sexto, embora o hiato entre a nossa escolaridade m&eacute;dia e a dos pa&iacute;ses ricos tenha diminu&iacute;do, os custos econ&ocirc;micos deste hiato s&atilde;o, possivelmente, maiores hoje do que o foram no passado. A vigorosa disputa entre pa&iacute;ses emergentes por um &#8216;lugar ao sol&#8217; na economia mundial, juntamente com a populariza&ccedil;&atilde;o das tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o e de organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, passariam a requerer trabalhadores cada vez mais qualificados at&eacute; mesmo para desempenhar atividades laborais relativamente simples. De fato, escolaridade m&eacute;dia de cerca de seis anos &eacute; considerada, hoje, insuficiente para que se atinja padr&otilde;es m&iacute;nimos de competitividade internacional.<\/p>\n<p>O que fazer a esta altura? Para estancar o atraso econ&ocirc;mico e social e avan&ccedil;ar, ser&aacute; preciso tirar li&ccedil;&otilde;es do passado, mas com o olhar no futuro. Para tanto, teremos que estimular, com muita determina&ccedil;&atilde;o, o desenvolvimento de atividades produtivas que potencialmente mais valorizem todas as manifesta&ccedil;&otilde;es do conhecimento &#8211; de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e profissional &agrave; ci&ecirc;ncia e tecnologia -, gerem muitos empregos de qualidade e que ajudem o pa&iacute;s a se inserir nas cadeias globais de valor pela &#8216;porta da frente&#8217;. Esta atividade &eacute; a ind&uacute;stria.<\/p>\n<p>Mas para que esta agenda tenha chances de sucesso ser&aacute; preciso, al&eacute;m de eleger o conhecimento como o alicerce do nosso crescimento econ&ocirc;mico e do desenvolvimento social, tamb&eacute;m mobilizar e articular as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em favor do trin&ocirc;mio investimento-produtividade-competitividade.<\/p>\n<p>Certa vez, Paul Krugman disse que a produtividade n&atilde;o &eacute; tudo para o crescimento econ&ocirc;mico, mas que, no longo prazo, &eacute; quase tudo. Uma adapta&ccedil;&atilde;o desta reflex&atilde;o para o caso do Brasil em pleno s&eacute;culo XXI, o s&eacute;culo do conhecimento, diria que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; tudo, mas que, sem ela, n&atilde;o se vai a lugar algum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Jorge Arbache<\/em> &eacute; professor de economia da UnB. jarbache@gmail.com<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Jorge Arbache &nbsp; A OCDE publicou recentemente um interessante estudo cujo objetivo foi produzir s&eacute;ries hist&oacute;ricas internacionais de educa&ccedil;&atilde;o. 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