{"id":51044,"date":"2014-03-17T00:00:00","date_gmt":"2014-03-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bmj.com.br\/brics-um-longo-caminho-pela-frente-3\/"},"modified":"2014-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2014-03-17T03:00:00","slug":"brics-um-longo-caminho-pela-frente-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/brics-um-longo-caminho-pela-frente-3\/","title":{"rendered":"BRICS: um longo caminho pela frente"},"content":{"rendered":"<p>A nova ordem mundial, emergida no p&oacute;s-Guerra Fria, escancarou uma crise no sistema internacional. A posi&ccedil;&atilde;o dos Estados, antes ligados a um dos polos ideologicamente predominantes do per&iacute;odo anterior, tornou-se rapidamente uma busca incessante por parceiros regionais capazes de tornar vi&aacute;vel sua visibilidade internacional.<\/p>\n<p>Entre acordos comerciais regionais &#8211; na Europa &#8211; e internacionais &#8211; por parte das duas pot&ecirc;ncias dominantes &agrave; &eacute;poca -, a cria&ccedil;&atilde;o de blocos regionais j&aacute; pleiteava a segunda metade do s&eacute;culo XX, tornando-se poss&iacute;vel sua execu&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a eclos&atilde;o do sistema bipolar existente no p&oacute;s-II Guerra Mundial.<\/p>\n<p>A busca por parceiros n&atilde;o se limitava &agrave; demanda econ&ocirc;mica, sendo que movimentos realizados ao longo do per&iacute;odo, tais como o terceiro-mundismo, coopera&ccedil;&atilde;o sul-sul e o de n&atilde;o alinhamento, escancaravam a necessidade em n&atilde;o depender, diretamente e somente, das grandes pot&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Diante do novo cen&aacute;rio que se configurava, foi comum, durante a d&eacute;cada de 1990, a an&aacute;lise e prospec&ccedil;&atilde;o do futuro da economia e sistema internacional. Foi assim que no come&ccedil;o do s&eacute;culo XXI Jim O&rsquo;Neill sugeriu o acr&ocirc;nimo BRIC como forma de se reportar aos pa&iacute;ses (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia e China) com o maior poder de crescimento econ&ocirc;mico a longo prazo, adicionando-se, em 2010, a &Aacute;frica do Sul (BRICS).<\/p>\n<p>O movimento ex&oacute;geno de cria&ccedil;&atilde;o de um grupo come&ccedil;ou a apresentar resultados em 2006, ano da primeira reuni&atilde;o de Chanceleres do Grupo BRIC, realizada &agrave; margem da 61&ordf; Assembleia-Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. As primeiras diretrizes, por&eacute;m, come&ccedil;aram a ser alinhadas em 2009, resultado da realiza&ccedil;&atilde;o da I C&uacute;pula do BRIC.<\/p>\n<p>As diretrizes confirmaram o movimento em sentido de promover a constru&ccedil;&atilde;o de um sistema internacional fundado sob os pilares de um estado de direito internacional fortalecido no multilateralismo, com papel central sendo desempenhado pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, capazes de lidar efetivamente com os desafios globais &ndash; socioecon&ocirc;micos, sustent&aacute;veis, desenvolvimentistas e amea&ccedil;as &agrave; paz.<\/p>\n<p>Dentro das expectativas geradas pelo estudo de O&rsquo;Neill &ndash; a participa&ccedil;&atilde;o do BRICS no PIB mundial representava 8% em 2001; uma d&eacute;cada depois alcan&ccedil;ou 19%, 5% a mais do que o previsto pelo economista &ndash; o grupo dos BRICS, que o economista prefere chamar de economias em crescimento em detrimento de emergentes, poderia vislumbrar o nascimento de um bloco econ&ocirc;mico suficientemente capaz de competir com as grandes economias mundiais.<\/p>\n<p><strong>Apesar das inciativas de governan&ccedil;a global e de reformas no sistema mundo e a grande expectativa sobre o crescimento econ&ocirc;mico do bloco, ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel analisarmos o bloco como um grande player, j&aacute; que cada pa&iacute;s tem uma historia muito diferente e posi&ccedil;&otilde;es internacionais distintas.<\/strong><\/p>\n<p>A China se consolida como a grande economia que se esperava, tendo o 2&ordm; maior PIB do mundo, consolidado como o maior exportador do mundo, aumentando seus investimentos no exterior e tamb&eacute;m seu parque industrial, enquanto adquire e desenvolve tecnologia para aprimorar sua produ&ccedil;&atilde;o. &Eacute; sem d&uacute;vida o integrante dos BRICS que mais atingiu suas expectativas, mas que ainda n&atilde;o aparenta um apetite de se tornar o principal ator do cen&aacute;rio internacional e ainda precisa resolver problemas internos como os alarmantes problemas de desequil&iacute;brio da distribui&ccedil;&atilde;o de renda e o baixo consumo de sua pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de problemas regionais como o seu conturbado relacionamento hist&oacute;rico com os vizinhos.<\/p>\n<p>A R&uacute;ssia ainda tenta se encontrar ap&oacute;s o longo per&iacute;odo sobre a bandeira da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica em que passou anos como uma economia isolada e completamente estatal. Ap&oacute;s o colapso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, a economia russa passou por um brutal processo de privatiza&ccedil;&atilde;o, com algumas exce&ccedil;&otilde;es nos setores de energia e defesa, mas mesmo assim o governo continua intervindo fortemente no setor econ&ocirc;mico, gerando incerteza para o setor privado sobre o pa&iacute;s, e n&atilde;o oferece um sistema de prote&ccedil;&atilde;o adequado &agrave; propriedade intelectual. Nas exporta&ccedil;&otilde;es, a R&uacute;ssia ainda &eacute; extremamente dependente do petr&oacute;leo e g&aacute;s natural, j&aacute; que ap&oacute;s quase meio s&eacute;culo sem ter de enfrentar concorr&ecirc;ncia, as suas ind&uacute;strias manufatureiras n&atilde;o conseguem competir internacionalmente. No cen&aacute;rio pol&iacute;tico internacional, a R&uacute;ssia continua relevante principalmente pelo seu poderio militar e tem papel forte no &acirc;mbito regional em casos como a Crim&eacute;ia e a Chech&ecirc;nia, al&eacute;m de diversas disputas territoriais sobre as suas fronteiras.<\/p>\n<p>A &Iacute;ndia tem realizado reformas econ&ocirc;micas que buscam abrir o mercado e aumentar a competitividade da sua ind&uacute;stria, apresentando resultados satisfat&oacute;rios, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento do seu setor de servi&ccedil;os. Apesar de ter aumentado seu PIB em sete vezes entre 1995 e 2010, a &Iacute;ndia enfrenta o dilema de como manter a sua agricultura camponesa com baixos &iacute;ndices de produtividade em um ambiente de alta competitividade e tamb&eacute;m um modo de conseguir controlar uma infla&ccedil;&atilde;o que se mant&eacute;m perto de 10% a.a.. No cen&aacute;rio internacional, a &Iacute;ndia tal qual o Brasil aspira por um lugar de maior destaque no cen&aacute;rio internacional, buscando principalmente um lugar no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU, enquanto busca controlar as tens&otilde;es com o Paquist&atilde;o na regi&atilde;o da Caxemira.<\/p>\n<p>A &Aacute;frica do Sul n&atilde;o era um membro original do BRIC, mas foi adicionada ao grupo ap&oacute;s a C&uacute;pula de 2010 dos BRICS em uma manobra com motiva&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &ndash; incluir a &Aacute;frica na agenda econ&ocirc;mica desses pa&iacute;ses e dar legitimidade aos BRICS como representantes do Hemisf&eacute;rio Sul &#8211; e &eacute; o membro menos desenvolvido economicamente do grupo. A &Aacute;frica do Sul apresenta v&aacute;rios indicadores econ&ocirc;micos ruins como uma taxa de desemprego de quase 25%, al&eacute;m de ter o menor PIB e ser o menor exportador do grupo. A &Aacute;frica do Sul tem uma estrutura de neg&oacute;cios confi&aacute;vel e recursos naturais abundantes, mas ainda sofre com a m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o de renda, o baix&iacute;ssimo poder aquisitivo de boa parte de sua popula&ccedil;&atilde;o e a falta de um sistema el&eacute;trico de confian&ccedil;a para o seu parque industrial.<\/p>\n<p>O Brasil, ap&oacute;s um per&iacute;odo em que parecia ser capaz de superar at&eacute; mesmo as previs&otilde;es de crescimento mais otimista, teve seu crescimento freado nos &uacute;ltimos anos e enfrenta seus problemas antigos como a infla&ccedil;&atilde;o e a falta de log&iacute;stica adequada. Al&eacute;m do mais, a insist&ecirc;ncia do governo com o MERCOSUL &eacute; muito questionada por especialistas. Com um &iacute;ndice de desemprego baixo e o cr&eacute;dito em expans&atilde;o, a economia brasileira foi sustentada internamente pelo aumento do consumo e externamente pelas exporta&ccedil;&otilde;es de commodities. O desafio Brasileiro agora &eacute; aumentar o seu com&eacute;rcio com parceiros n&atilde;o tradicionais al&eacute;m de oferecer condi&ccedil;&otilde;es de log&iacute;stica para que a ind&uacute;stria aumente suas exporta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Al&eacute;m das grandes diferen&ccedil;as e problemas internos que cada um dos BRICS ainda tem a enfrentar, as suas evolu&ccedil;&otilde;es como bloco ainda n&atilde;o s&atilde;o significativas. O com&eacute;rcio entre os BRICS aumentou apenas 3% desde o in&iacute;cio dos encontros do grupo, os acordos econ&ocirc;micos e de coopera&ccedil;&atilde;o entre eles ainda s&atilde;o uma realidade distante, o &ldquo;Banco dos Brics&rdquo;, um fundo de desenvolvimento proposto na &uacute;ltima c&uacute;pula, n&atilde;o deve ficar pronto este ano como anteriormente era esperado, as posi&ccedil;&otilde;es entre os pa&iacute;ses ainda s&atilde;o divergentes, como na quest&atilde;o de subs&iacute;dios agr&iacute;colas que op&ocirc;s Brasil e &Iacute;ndia durante a Rodada Bali da OMC e a &uacute;nica mudan&ccedil;a que os pa&iacute;ses conseguiram a n&iacute;vel global foi serem credores do FMI.<\/p>\n<p><strong>A estrutura&ccedil;&atilde;o do BRICS como um bloco ainda &eacute; um projeto futuro.<\/strong> Apesar das expectativas iniciais, as mudan&ccedil;as no sentido de consolida&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o promissoras no curto prazo. Os pa&iacute;ses ainda tem um longo caminho a percorrer individualmente e coletivamente antes de se tornarem grandes pot&ecirc;ncias como esperado e transformarem o BRICS em um dos principais atores do cen&aacute;rio econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico internacional.<\/p>\n<p>_______________________________________________________<br \/><em>Matheus Andrade e Raphael Lenzi s&atilde;o colaboradores da Barral M Jorge e graduandos em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pelo Centro Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia (UniCEUB).<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova ordem mundial, emergida no p&oacute;s-Guerra Fria, escancarou uma crise no sistema internacional. 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