{"id":51123,"date":"2017-07-14T17:52:53","date_gmt":"2017-07-14T20:52:53","guid":{"rendered":"https:\/\/bmj.com.br\/3432\/"},"modified":"2017-07-14T17:52:53","modified_gmt":"2017-07-14T20:52:53","slug":"3432-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/3432-6\/","title":{"rendered":"A crise do Qatar e os desdobramentos macroecon\u00f4micos"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3433\" src=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos.png\" alt=\"\" width=\"719\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos.png 719w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos-285x170.png 285w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos-177x106.png 177w\" sizes=\"(max-width: 719px) 100vw, 719px\" \/><br \/>\nNo dia 05 de junho, a Ar\u00e1bia Saudita liderou seus aliados \u2013 Egito, Bahrein, Emirados \u00c1rabes Unidos, I\u00eamen e outros pa\u00edses menores \u2013 em uma ofensiva pol\u00edtica contra seu vizinho, o Qatar, rompendo rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e lhe impondo bloqueio a\u00e9reo, terrestre e mar\u00edtimo, expulsando catarianos residentes dentro de suas fronteiras, restringindo voos da companhia estatal Qatar Airways e boicotando produtos catarianos.<br \/>\nA principal acusa\u00e7\u00e3o do bloco \u00e9 a de que o Qatar estaria patrocinando o terrorismo isl\u00e2mico, fornecendo dinheiro, por exemplo, para grupos como a Frente al-Nusra, o ramo da Al-Qaeda lutando na Guerra Civil S\u00edria, iniciada em 2011, contra o governo de Bashar al-Assad. No entanto, esta seria mais uma justificativa aceit\u00e1vel aos olhos do Ocidente do que a motiva\u00e7\u00e3o mais profunda para a ruptura. Desde a subida ao poder do emir Hamad bin Khalifa al-Thani, em um golpe de Estado que derrubou seu pai, em 1995, o Qatar tem assumido cada vez mais um papel de protagonismo dentro da pol\u00edtica do Oriente M\u00e9dio. Usando de sua enorme riqueza advinda da explora\u00e7\u00e3o de seus recursos naturais, o emirado procurou se mostrar como um ator benevolente e isento, por exemplo, em suas in\u00fameras media\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, promovendo cessar-fogos e liberta\u00e7\u00f5es de ref\u00e9ns em Gaza, no L\u00edbano, na S\u00edria e em diversas outras ocasi\u00f5es. O pa\u00eds tamb\u00e9m soube utilizar a m\u00eddia a seu favor \u2013 a ag\u00eancia de not\u00edcias Al Jazeera, financiada pelo\u00a0governo, esteve na vanguarda da cobertura dos protestos conhecidos como a \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d, a partir de 2011, contra os governos ditatoriais e corruptos na regi\u00e3o. O auge dessa estrat\u00e9gia de state-branding se deu em 2010, quando resultou campe\u00e3 a candidatura qatariana ao direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. Junto de seu maior aliado, a Turquia de Recep Tayyip Erdogan, o Qatar apoiou os grupos isl\u00e2micos conforme estes assumiam proemin\u00eancia em contextos de guerra civil (como na S\u00edria e na L\u00edbia) e instabilidade pol\u00edtica (caso do Egito).<br \/>\nA postura qatariana foi vista com crescente suspeita pela Ar\u00e1bia Saudita, tradicionalmente acostumada a ditar os rumos entre as monarquias conservadoras do Golfo P\u00e9rsico. Maior aliado estrat\u00e9gico dos Estados Unidos no mundo \u00e1rabe, a casa de Saud encarou com preocupa\u00e7\u00e3o os levantes das juventudes \u00e1rabes, zelosa de uma eventual perda de sua influ\u00eancia com regimes amigos, e em muitos casos apoiando for\u00e7as reacion\u00e1rias, como nos golpes de Estado que levaram ao governo de Abdel Fattah al-Sissi no Egito, em 2013, e \u00e0 guerra civil na L\u00edbia, em 2014. Tamb\u00e9m contribui para a atual deteriora\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es a postura independente do Qatar em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3.<br \/>\nDesde a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica de 1979, que transformou o vizinho persa em uma rep\u00fablica teocr\u00e1tica xiita, o c\u00e1lculo pol\u00edtico em Riad tem sido primariamente caracterizado pelo seu antagonismo para com o regime dos aiatol\u00e1s. E, no entanto, o Qatar mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e econ\u00f4micas profundas com o Ir\u00e3, tendo inclusive anunciado em abril que come\u00e7aria a explorar o maior campo de g\u00e1s natural do mundo, South Pars, cuja posse \u00e9 divida com Teer\u00e3. De fato, um dos gatilhos da crise teriam sido coment\u00e1rios do atual emir Tamim bin Hamad al-Thani em elogio ao Ir\u00e3, no final de maio \u2013 o governo garante que as declara\u00e7\u00f5es s\u00e3o falsas e fruto do trabalho de hackers.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>OS EFEITOS NO COM\u00c9RCIO INTERNACIONAL<\/strong><br \/>\nApesar de sempre ressaltar a gravidade da ruptura diplom\u00e1tica, e do alto grau de incerteza no curto prazo, o governo qatariano tem procurado passar uma imagem de normalidade perante a comunidade internacional. \u201cPodemos viver assim para sempre\u201d disse no dia 08 de junho o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, alegando que apenas 16% dos alimentos que o pa\u00eds consome v\u00eam dos pa\u00edses que aderiram ao bloqueio.<br \/>\nDe fato, novas rotas para o transporte de alimentos foram estabelecidas com a ajuda do sultanato neutro do Om\u00e3, do tradicional aliado turco e, ironicamente, do pa\u00eds com o qual a Ar\u00e1bia Saudita mais temia uma aproxima\u00e7\u00e3o dos catarianos: o Ir\u00e3.<br \/>\nNo entanto, investidores continuam atentos aos poss\u00edveis efeitos de longo prazo que o bloqueio pode ter, em especial sobre o maior ativo de exporta\u00e7\u00e3o do Qatar, respons\u00e1vel pela sua influ\u00eancia econ\u00f4mica e pol\u00edtica desproporcional em rela\u00e7\u00e3o ao seu tamanho: o g\u00e1s natural liquefeito (na sigla em ingl\u00eas, LNG), que tem no emirado seu\u00a0maior produtor mundial, respons\u00e1vel por mais de 1\/3 de seu com\u00e9rcio internacional nos \u00faltimos anos.<br \/>\nOs efeitos imediatos ap\u00f3s o an\u00fancio do bloqueio foram a queda das a\u00e7\u00f5es na Bolsa de Valores do Qatar (com perdas entre 4,5% e 10%); a diminui\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Qatar em 7,5% ; bem como a redu\u00e7\u00e3o de 1% no pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo Brent internacional. O Qatar \u00e9 um dos menores produtores da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (OPEP) e existem preocupa\u00e7\u00f5es de que o bloqueio venha a afetar um pretenso acordo internacional para cortar a produ\u00e7\u00e3o e subir o pre\u00e7o do barril.<br \/>\nNo entanto, o impacto nos pre\u00e7os do LNG se manteve em grande parte limitado \u2013 dentre os bloqueadores, apenas o Egito e os EAU s\u00e3o importadores do LNG catariano, perfazendo menos de 8% das suas exporta\u00e7\u00f5es em 2016. Os Emirados \u00c1rabes Unidos (EAU) obrigaram tr\u00eas navios do Qatar a abandonar o porto de abastecimento de Fujairah, no Oceano \u00cdndico, eles estacionaram no porto catariano de Ras Laffan. No entanto, preocupados em n\u00e3o piorar as tens\u00f5es, os catarianos preferiram manter constante o fluxo do gasoduto Dolphin, que fornece at\u00e9 \u00bc do LNG consumido pelos emiratis.<br \/>\nOs eg\u00edpcios, por sua vez, controlam o Canal de Suez, essencial para a passagem de navios levando LNG qatariana em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa e outros portos no Atl\u00e2ntico. No dia 08 de junho, dois navios levando LNG para os portos brit\u00e2nicos de Milford Haven e South Hook desviaram de suas rotas antes de alcan\u00e7ar o canal. A expectativa de que o Egito tivesse, mesmo que de forma sutil, imposto restri\u00e7\u00f5es ao regime de livretr\u00e2nsito de navios de todas as bandeiras por Suez \u2013 por onde passa 13% de todo o LNG comercializado mundialmente \u2013 obrigando os navios com a bandeira catariana a contornar a \u00c1frica, fez com que os pap\u00e9is futuros do g\u00e1s natural no Reino Unido subissem quase 4%.<br \/>\nNo entanto, as preocupa\u00e7\u00f5es se dissiparam logo nos dias seguintes, quando outros cargueiros vindos e destinados ao Qatar cruzaram o canal em ambos os sentidos. A decis\u00e3o dos dois cargueiros de n\u00e3o passar por Suez, disseram analistas, provavelmente partiu de Doha, para evitar pagar d\u00f3lares aos seus sitiadores eg\u00edpcios.<br \/>\nO suprimento de LNG qatariana aos seus maiores consumidores mundiais \u2013 \u00cdndia, Jap\u00e3o, Coreia do Sul e Taiwan \u2013 est\u00e1, no momento, assegurado. Como lembrou Saad al-Kaabi, CEO da estatal Qatar Petroleum (a qual controla a Qatargas), navios saindo do Qatar t\u00eam acesso a \u00e1guas internacionais atrav\u00e9s do Estreito de Ormuz, ladeado por Ir\u00e3 e Om\u00e3, e n\u00e3o precisam passar pelo territ\u00f3rio mar\u00edtimo de nenhum pa\u00eds que aderiu ao bloqueio. Al-Kaabi tamb\u00e9m afirmou que est\u00e3o asseguradas a nota \u2018A\u2019 de cr\u00e9dito e a perspectiva est\u00e1vel para os t\u00edtulos da QP na avalia\u00e7\u00e3o da S&amp;P, e reiterou a determina\u00e7\u00e3o da estatal em manter ininterruptos os estoques enquanto \u201cfornecedor de LNG mais confi\u00e1vel do mundo\u201d. Mais recentemente, al- Kaabi tamb\u00e9m afirmou que, com o planejado come\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o de LNG no campo de South Pars, o pa\u00eds pretende aumentar sua produ\u00e7\u00e3o em cerca de 30% entre 2022 e 2024.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3436 size-full\" src=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos_Trump-e1500065341655.png\" alt=\"\" width=\"670\" height=\"901\" srcset=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos_Trump-e1500065341655.png 670w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos_Trump-e1500065341655-126x170.png 126w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/A-crise-do-Qatar-e-os-desdobramentos-macroec\u00f4nomicos_Trump-e1500065341655-177x238.png 177w\" sizes=\"(max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<a href=\"https:\/\/goo.gl\/LXnSkC\">(*) Texto publicado no Boletim BMJ de Julho\u00a0<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 05 de junho, a Ar\u00e1bia Saudita liderou seus aliados \u2013 Egito, Bahrein, Emirados \u00c1rabes Unidos, I\u00eamen e outros pa\u00edses menores \u2013 em uma ofensiva pol\u00edtica contra seu vizinho,&#8230;<\/p>","protected":false},"author":15,"featured_media":3435,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[254,75,255,256,257,89],"class_list":{"0":"post-51123","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-relacoes-governamentais","8":"tag-boletim-bmj-es","9":"tag-comercio-internacional-es","10":"tag-crise-do-qatar-es","11":"tag-politica-internacional-es","12":"tag-raphael-lagnado-es","13":"tag-relacoes-governamentais-es"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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