{"id":2923,"date":"2017-05-12T15:19:53","date_gmt":"2017-05-12T18:19:53","guid":{"rendered":"https:\/\/bmj.com.br\/?p=2923"},"modified":"2017-05-12T15:33:17","modified_gmt":"2017-05-12T18:33:17","slug":"a-venezuela-em-chamas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/a-venezuela-em-chamas\/","title":{"rendered":"A Venezuela em chamas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2924\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2924\" class=\"wp-image-2924\" src=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas.jpg\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas.jpg 1024w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-300x170.jpg 300w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-768x432.jpg 768w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-177x100.jpg 177w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-2924\" class=\"wp-caption-text\">No front: manifestante em protesto contra o presidente Nicol\u00e1s Maduro, em Caracas, na \u00faltima semana. atos contra e pr\u00f3 governo deixaram ao menos 26 mortos (Cr\u00e9dito: AFP Photo \/ Ronaldo Schemidt)<\/p><\/div>\n<p>Nas ruas de Caracas, capital da Venezuela, lojas saqueadas e prateleiras vazias s\u00e3o os sinais mais concretos de uma economia doente. Mergulhado numa de suas maiores crises, o governo do presidente Nicol\u00e1s Maduro tenta conter uma onda de insatisfa\u00e7\u00e3o crescente, que amea\u00e7a o grupo de poder atual, incapaz de responder aos desafios da queda de pre\u00e7os na sua principal fonte de riqueza: o petr\u00f3leo. Em diferentes frentes, h\u00e1 sinais recentes de maior instabilidade, desde a intensifica\u00e7\u00e3o dos protestos de ruas, at\u00e9 o an\u00fancio da sa\u00edda da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA), passando por novas retiradas de opera\u00e7\u00f5es de multinacionais.<\/p>\n<p>Para o Brasil e as companhias nacionais que atuam ou vendem ao outro lado da fronteira, o momento \u00e9 de distanciamento na parceria. A onda de protestos ganhou for\u00e7a nas \u00faltimas semanas, ap\u00f3s a decis\u00e3o do Tribunal Supremo de Justi\u00e7a, ligado ao governo, de assumir as compet\u00eancias da Assembleia Nacional, controlada pela oposi\u00e7\u00e3o. O ato foi revogado, mas exacerbou a insatisfa\u00e7\u00e3o dos movimentos contr\u00e1rios. As \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3 e contra o regime deixaram ao menos 26 pessoas mortas e pouco mais de 500 feridos, segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico local.<\/p>\n<p>A OEA convocou seus membros a apreciar a proposta de uma reuni\u00e3o sobre a crise. O evento, que pode resultar numa puni\u00e7\u00e3o ao pa\u00eds, foi apoiado por 19 dos 34 integrantes da entidade, entre os quais o Brasil. Como resposta, a chanceler venezuelana, Delcy Rodr\u00edguez, anunciou, na quarta-feira 26, que pretende deixar a entidade, em mais um sinal de isolamento internacional. Numa resolu\u00e7\u00e3o aprovada na quinta-feira 27, o Parlamento Europeu condenou a viol\u00eancia dos protestos e apelou ao governo venezuelano a garantir o \u201cpleno restabelecimento da ordem democr\u00e1tica.\u201d<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de perda de riqueza \u00e9 combust\u00edvel \u00e0 massa de descontentes. Ap\u00f3s o per\u00edodo de bonan\u00e7a da d\u00e9cada de 2000, em que as cota\u00e7\u00f5es romperam a barreira de US$ 100, o petr\u00f3leo ronda hoje os US$ 50. O produto responde por 96% das exporta\u00e7\u00f5es, metade das receitas do or\u00e7amento p\u00fablico e \u00e9 praticamente a \u00fanica fonte de entrada de d\u00f3lares. A escassez de moeda estrangeira e o controle do c\u00e2mbio provocaram um desarranjo generalizado na economia, gerando falta de insumos para a produ\u00e7\u00e3o e desabastecimento de itens essenciais, como papel higi\u00eanico e medicamentos.<\/p>\n<p>Em pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Venezuelana de Ind\u00fastrias (Conindustria), 85% dos empres\u00e1rios citaram a falta de mat\u00e9rias primas como o maior fator restritivo nas f\u00e1bricas. No bolso da popula\u00e7\u00e3o, as distor\u00e7\u00f5es s\u00e3o sentidas na forma de uma infla\u00e7\u00e3o perversa, que deve superar os 700% , segundo o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). A economia deve sofrer um novo tombo, de pouco mais de 7%, ap\u00f3s uma queda de 18% em 2016. No horizonte do FMI, o PIB deve continuar negativo at\u00e9 2022. Para o Brasil, a crise significa a perda de import\u00e2ncia de um dos seus maiores parceiros comerciais.<\/p>\n<blockquote><p>Segundo o ex-secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior e s\u00f3cio da consultoria Barral M Jorge, Welber Barral, ind\u00fastrias brasileiras de itens de primeira necessidade est\u00e3o aumentando seus pre\u00e7os e exigindo 60% do pagamento antecipado \u2013 30% adiantado e 30% no embarque. Nas estimativas de Barral, a inadimpl\u00eancia aos exportadores brasileiros gira em torno de US$ 2 bilh\u00f5es. <strong>\u201cEmpresas com opera\u00e7\u00e3o mais complexa, como autope\u00e7as e linha branca, est\u00e3o reduzindo seus neg\u00f3cios ou descartando definitivamente o pa\u00eds.\u201d<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A dificuldade de repatriar recursos j\u00e1 havia levado a Gol a interromper os v\u00f4os a Caracas no in\u00edcio do ano passado. A LATAM tamb\u00e9m suspendeu as rotas que mantinha para a capital venezuelana. \u201cAs empresas do grupo LATAM consideram a Venezuela um mercado relevante e, por isso, trabalhar\u00e3o para a retomada dessas opera\u00e7\u00f5es assim que as condi\u00e7\u00f5es permitam\u201d, se pronunciou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa. Entre grupos globais de peso, a mais recente sa\u00edda foi anunciada pela General Motors.<\/p>\n<figure id=\"attachment_657724\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Na quarta-feira 19, a companhia anunciou a interrup\u00e7\u00e3o de suas opera\u00e7\u00f5es no pa\u00eds, como um reflexo direto do que classificou como \u201capreens\u00e3o ilegal\u201d pelo governo da sua f\u00e1brica, inaugurada em 1948. O ministro da Economia da Venezuela, Ramon Lobo, contestou a alega\u00e7\u00e3o de confisco e afirmou que \u201cn\u00e3o houve expropria\u00e7\u00e3o\u201d da f\u00e1brica. Em dezembro, a Ford j\u00e1 anunciara a interrup\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, juntando-se a outros casos recentes, como os da Kimberly-Clark, PepsiCo, General Mills, Coca-Cola, Mondelez e Bridgestone.<\/figcaption><figcaption class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption><figcaption class=\"wp-caption-text\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2940\" src=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-penuria-em-chamas.jpg\" width=\"800\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-penuria-em-chamas.jpg 1024w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-penuria-em-chamas-300x96.jpg 300w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-penuria-em-chamas-768x247.jpg 768w, https:\/\/bmj.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/A-Venezuela-em-chamas-penuria-em-chamas-177x57.jpg 177w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>INVESTIMENTOS<\/strong> Nos \u00faltimos anos, a Venezuela vinha atraindo aten\u00e7\u00e3o de grupos brasileiros interessados em estabelecer opera\u00e7\u00f5es no vizinho. Os investimentos subiram de US$ 218 milh\u00f5es, em 2007, para US$ 2 bilh\u00f5es, em 2015, segundo dados da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet). \u201cDesde ent\u00e3o, o n\u00famero de investidores n\u00e3o cresceu. N\u00e3o h\u00e1 novas empresas se estabelecendo por l\u00e1\u201d, diz Luis Afonso Lima, diretor-presidente da Sobeet. Para quem apostou no passado, a luta hoje \u00e9 penosa.<\/p>\n<p>A rede de depila\u00e7\u00e3o brasileira Depyl Action, que fatura RS$ 110 milh\u00f5es, mant\u00e9m, desde 2007, duas lojas em Caracas. At\u00e9 hoje, o grupo n\u00e3o conseguiu repatriar os recursos ao Brasil, mas a decis\u00e3o de permanecer se mant\u00e9m diante do potencial do mercado venezuelano. \u201cQuando h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es, precisamos fechar as lojas mais cedo\u201d, diz Queli Karsten, respons\u00e1vel pelas franquias. \u201cOs produtos \u00e0 venda s\u00e3o quase inacess\u00edveis para a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Muitas empresas est\u00e3o fechando as portas e demitindo.\u201d N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber ainda como e quando terminar\u00e1 a crise. O que est\u00e1 claro entre os especialistas \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o se agravou de forma perigosa.<\/p>\n<p>Para o embaixador Marcos Castrioto de Azambuja, membro do Conselho Curador do Centro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri), o pa\u00eds est\u00e1 \u201ccontra as cordas\u201d e numa situa\u00e7\u00e3o que merece aten\u00e7\u00e3o do Brasil. \u201cEst\u00e1 numa crise da qual n\u00e3o sair\u00e1 sem uma mudan\u00e7a de regime. Que seja constitucional e n\u00e3o leve a uma guerra civil.\u201d Apesar disso, ele acredita numa retomada da parceria comercial com o Brasil no futuro. \u201cNo curto prazo, h\u00e1 um colapso de contas, mas a import\u00e2ncia da Venezuela, como s\u00f3cia, como parceira, continuar\u00e1 l\u00e1.\u201d Aos empres\u00e1rios brasileiros, resta buscar a compensa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria em outros mercados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/goo.gl\/3n5ON5\">Texto da Isto\u00c9 Dinheiro<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas ruas de Caracas, capital da Venezuela, lojas saqueadas e prateleiras vazias s\u00e3o os sinais mais concretos de uma economia doente. 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