{"id":50925,"date":"2012-10-15T00:00:00","date_gmt":"2012-10-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bmj.com.br\/o-cachimbo-que-entorta-a-boca-2\/"},"modified":"2012-10-15T00:00:00","modified_gmt":"2012-10-15T03:00:00","slug":"o-cachimbo-que-entorta-a-boca-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-cachimbo-que-entorta-a-boca-2\/","title":{"rendered":"O cachimbo que entorta a boca"},"content":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito da pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria brasileira, que a presidente Dilma Rousseff acaba de defender em discurso na ONU, algumas considera\u00e7\u00f5es parecem, no m\u00ednimo, oportunas. \u00c0 parte a discuss\u00e3o sobre se o Brasil \u00e9 protecionista ou pratica &#8216;iniciativas leg\u00edtimas de defesa comercial&#8217;, como definiu a presidente, a quest\u00e3o central \u00e9 que nossa ind\u00fastria tem baixa competitividade.<br \/>\nIsso, n\u00e3o somente por quest\u00f5es cambiais, mas por fatores estruturais, entre os quais est\u00e3o, de um lado, a alta carga tribut\u00e1ria, a p\u00e9ssima qualidade da infraestrutura, a baixa produtividade da m\u00e3o de obra e os custos do trabalho e de financiamento. S\u00e3o os explosivos ingredientes do chamado &#8216;custo Brasil&#8217;, que torna nossa produ\u00e7\u00e3o mais cara do que em outros pa\u00edses e potencializa os problemas de baixa competitividade.<br \/>\nMas, de outro lado, \u00e9 preciso n\u00e3o perder de vista o fato de que o setor tem uma p\u00e9ssima heran\u00e7a dos tempos de mercado fechado e protegido. Dos anos 1970 at\u00e9 1990, era proibido importar tudo e esse gigantesco protecionismo garantiu \u00e0 ind\u00fastria uma enorme zona de conforto, que n\u00e3o exigiu moderniza\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o havia concorr\u00eancia externa e se dispunha de um grande mercado interno.<br \/>\nDesse per\u00edodo, o pa\u00eds herdou uma ind\u00fastria automotiva sucateada at\u00e9 os anos 1990, o atraso tecnol\u00f3gico decorrente da Pol\u00edtica Nacional de Inform\u00e1tica dos anos 1970 e um passado de hiperinfla\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje na mem\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o adulta. Resumindo: as restri\u00e7\u00f5es impostas aos produtos importados na fase protecionista retardaram o desenvolvimento empresarial no Brasil.<br \/>\nA partir do fortalecimento do real e da abertura da economia \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, ficaram evidentes as graves defici\u00eancias produtivas de uma relevante parcela das ind\u00fastrias. A abertura econ\u00f4mica teve impacto modernizante em alguns setores, que registraram importantes avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, mas grande parte das ind\u00fastrias ficou menos competitiva por v\u00e1rias raz\u00f5es e uma delas decorre, exatamente, da zona de conforto gerada pelo excesso de protecionismo.<br \/>\nN\u00e3o por acaso, costuma-se dizer que o uso do cachimbo entorta a boca.<br \/>\nQuando o protecionismo prevalece, as ind\u00fastrias tendem a se acomodar e deixam de investir em moderniza\u00e7\u00e3o, tecnologia e produtividade. Em vez de oferecer produtos de qualidade internacional, trabalham com custos altos e produtos ruins, comparativamente aos internacionais. Resultado: inefici\u00eancia em vez de produtividade, conspirando contra o crescimento do pa\u00eds.<br \/>\nA verdade \u00e9 que continuamos pouco afeitos \u00e0 competi\u00e7\u00e3o e o governo, ao trilhar o caminho do protecionismo (ou das &#8216;iniciativas leg\u00edtimas de defesa comercial&#8217;, como diz a presidente), pouco tem feito para reverter este cen\u00e1rio.<br \/>\nVale lembrar algumas das medidas mais recentes, voltando h\u00e1 pouco mais de um ano, quando foi anunciado o decreto que aumentou em 30 pontos percentuais o IPI sobre ve\u00edculos importados &#8211; e olhe que, isso para proteger uma ind\u00fastria, toda multinacional, de importa\u00e7\u00f5es de apenas 5,9% do total do mercado de autom\u00f3veis!<br \/>\nDe l\u00e1 para c\u00e1, foram sobretaxados os t\u00eanis asi\u00e1ticos de alta performance, impostos limites ao desembarque de carros mexicanos e continuam em an\u00e1lise pedidos de salvaguarda a diversos setores, como o t\u00eaxtil e o de vinhos.<br \/>\nNo in\u00edcio de setembro, o governo brasileiro anunciou a eleva\u00e7\u00e3o das tarifas de importa\u00e7\u00e3o de 100 produtos, entre eles pneus, qu\u00edmicos, m\u00f3veis, petroqu\u00edmicos e material de constru\u00e7\u00e3o. A tarifa m\u00e9dia de 12%, j\u00e1 bem acima da m\u00e9dia mundial, passou para 25%. E outra lista, com mais uma centena de produtos, est\u00e1 sendo preparada para outubro.<br \/>\nOs aumentos ficam abaixo do teto de 35% estabelecido junto \u00e0 OMC, mas em v\u00e1rios casos a restri\u00e7\u00e3o \u00e9 duplicada, porque a &#8216;iniciativa leg\u00edtima de defesa comercial&#8217; vale tamb\u00e9m para mercadorias j\u00e1 protegidas por medidas antidumping.<br \/>\nA curto prazo, a restri\u00e7\u00e3o aos importados funciona \u00e0s mil maravilhas para os setores protegidos, mas prejudica os consumidores, pois a concorr\u00eancia reduz o poder de monop\u00f3lio das empresas locais, e por extens\u00e3o, os pre\u00e7os. Em um prazo mais longo, no entanto, a prote\u00e7\u00e3o contra a competi\u00e7\u00e3o dos importados desestimula a economia brasileira como um todo, al\u00e9m de reduzir a efici\u00eancia e a competitividade do pa\u00eds.<br \/>\nN\u00e3o nos enganemos: a queda na produtividade reduz a capacidade de as empresas de absorverem aumentos de custos sem repass\u00e1-los aos pre\u00e7os. Se os sal\u00e1rios aumentam mais que a infla\u00e7\u00e3o, como vem acontecendo, fica mais evidente ainda a necessidade de se aumentar a produtividade e a competitividade da ind\u00fastria.<br \/>\nPara isso, n\u00e3o basta desvalorizar o real, baixar os juros ou adotar &#8216;iniciativas leg\u00edtimas de defesa comercial&#8217;, porque o crescimento da produtividade n\u00e3o se d\u00e1 em um passe de m\u00e1gica. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o realizada passo a passo, ao longo do tempo.<br \/>\nEssa constru\u00e7\u00e3o exige investimentos em novas m\u00e1quinas e equipamentos, que n\u00e3o apresentam cen\u00e1rio de retorno vantajoso no curto prazo, e na forma\u00e7\u00e3o e treinamento da m\u00e3o de obra, e exige redu\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios impostos que estrangulam a produ\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m exige grandes investimentos em pesquisa tecnol\u00f3gica e em inova\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia externa obriga nossas empresas a reduzirem custos, investir no processo de inova\u00e7\u00e3o e realizar alian\u00e7as estrat\u00e9gicas. Essa busca de adequa\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es internacionais gera ganhos de qualidade e de produtividade, com reflexos na queda do n\u00edvel geral de pre\u00e7os dos produtos. A concorr\u00eancia internacional incentiva o desenvolvimento das empresas, gerando um nova din\u00e2mica nas rela\u00e7\u00f5es empresariais.<br \/>\nVeja-se o exemplo de nossa agricultura. Na \u00faltima d\u00e9cada, sua produtividade cresceu o dobro da m\u00e9dia mundial, ou quatro por cento ao ano, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O rendimento de algumas culturas, como milho, arroz e trigo, aumentou bem mais do que em pa\u00edses produtores tradicionais, como Estados Unidos, Canad\u00e1, Jap\u00e3o e R\u00fassia.<br \/>\nA soja, por exemplo, \u00e9 um caso de absoluto sucesso. Come\u00e7ou a se espalhar pelo Brasil, a partir do sul, ao longo dos anos 60, e hoje, gra\u00e7as a um forte avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, caminhamos para produzir oitenta milh\u00f5es de toneladas e ser o maior exportador mundial.<br \/>\nO setor n\u00e3o se acomoda: seu desafio continua sendo explorar novos limites para garantir mais produtividade e sustentabilidade. E a ind\u00fastria?<br \/>\nMiguel Jorge, jornalista, foi ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior no governo Lula (2007-2010).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prop\u00f3sito da pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria brasileira, que a presidente Dilma Rousseff acaba de defender em discurso na ONU, algumas considera\u00e7\u00f5es parecem, no m\u00ednimo, oportunas. \u00c0 parte a&#8230;<\/p>","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[22],"class_list":{"0":"post-50925","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-bmj","7":"tag-portugues"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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