{"id":51081,"date":"2015-10-07T00:00:00","date_gmt":"2015-10-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bmj.com.br\/o-financiamento-a-exportacao-como-politica-economica-4\/"},"modified":"2015-10-07T00:00:00","modified_gmt":"2015-10-07T03:00:00","slug":"o-financiamento-a-exportacao-como-politica-economica-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-financiamento-a-exportacao-como-politica-economica-4\/","title":{"rendered":"O financiamento \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o como pol\u00edtica econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p><img src='\/images\/cabe&ccedil;a-artigo1.jpg' alt='' \/><\/p>\n<p><em>O artigo foi publicado na Revista Brasileira de Com&eacute;rcio Exterior (RBCE) do &uacute;ltimo trimestre (Julho a Setembro)<\/em><\/p>\n<p>O apoio financeiro &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o constitui ponto fundamental das pol&iacute;ticas industriais nos pa&iacute;ses desenvolvidos e &eacute; sustentado por interm&eacute;dio de fortes programas de governo. No Brasil, os programas oficias de apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o, em geral, vistos como instrumentos de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica capazes de contribuir para o fortalecimento da ind&uacute;stria nacional. A sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de que a raz&atilde;o para a exist&ecirc;ncia dos programas oficiais n&atilde;o &eacute; tornada expl&iacute;cita e, por isso, s&atilde;o questionados. Verifica-se, tamb&eacute;m, falta de conhecimento das regras e do funcionamento dos programas.<\/p>\n<p>O presente artigo pretende contribuir para o debate sobre o papel dos mecanismos dedicados a alavancar exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras, bem como seu aperfei&ccedil;oamento. Busca, tamb&eacute;m, evidenciar o cen&aacute;rio de apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o no Brasil e apresentar as justificativas para que o apoio credit&iacute;cio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o e &agrave; internacionaliza&ccedil;&atilde;o das empresas possa se constituir em pilar de sustenta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica brasileira.<\/p>\n<p><strong><br \/>O FINANCIAMENTO &Agrave; EXPORTA&Ccedil;&Atilde;O NO MUNDO<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; mundialmente consagrado o princ&iacute;pio de que a exporta&ccedil;&atilde;o e a internacionaliza&ccedil;&atilde;o das empresas s&atilde;o fatores de grande relev&acirc;ncia para o desenvolvimento econ&ocirc;mico. Argumenta-se que s&atilde;o fonte aut&ocirc;noma de gera&ccedil;&atilde;o de emprego, renda e divisas para cada pa&iacute;s, permitindo ganhos de escala e competitividade para as empresas.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, outros fatores vinculados ao apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o regularmente mencionados, como os direcionados ao desenvolvimento de pol&iacute;ticas industriais, equil&iacute;brio do balan&ccedil;o de pagamentos, e desenho da pol&iacute;tica externa. Mais ainda, &eacute; senso comum indicar que esses instrumentos governamentais devem ser fortalecidos em momentos de fraco crescimento econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p>O apoio oicial &agrave; inser&ccedil;&atilde;o internacional das empresas, nos principais pa&iacute;ses desenvolvidos do mundo, &eacute; realizado por institui&ccedil;&otilde;es comumente denominadas ag&ecirc;ncias de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o (ou Export Credit Agencies &ndash; ECAs), que t&ecirc;m como principal objetivo promover exporta&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o seriam poss&iacute;veis sem seu apoio, e fortalecer as empresas dom&eacute;sticas para competir internacionalmente.<\/p>\n<p>As exporta&ccedil;&otilde;es apoiadas pelas ECAs representam menos de 3% do total do com&eacute;rcio internacional, justamente por terem atua&ccedil;&atilde;o direcionada &agrave; um universo de bens de maior valor agregado, que necessita de longo prazo de financiamento e cobertura de riscos n&atilde;o dispon&iacute;veis no mercado privado de cr&eacute;dito ou de garantias &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A principal premissa que d&aacute; sentido &agrave; alavancagem de exporta&ccedil;&otilde;es por institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas &eacute; a atua&ccedil;&atilde;o em nichos nos quais n&atilde;o exista o mercado privado. Ou seja, opera&ccedil;&otilde;es com longos prazos de amortiza&ccedil;&atilde;o, financiamentos e garantia para exporta&ccedil;&otilde;es a pa&iacute;ses com baixa disponibilidade de cr&eacute;dito (como pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica), apoio a pequenas e m&eacute;dias empresas, apoio a setores de produtos de alto conte&uacute;do tecnol&oacute;gico e\/ou forte competi&ccedil;&atilde;o mundial (como o aeron&aacute;utico), bem como transa&ccedil;&otilde;es de elevados valores que n&atilde;o poderiam ser financiados no mercado privado (como, por exemplo, os servi&ccedil;os de engenharia).<\/p>\n<p>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o dessas ag&ecirc;ncias de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o &eacute; secular. A primeira foi criada, em 1906, na Su&iacute;&ccedil;a e, desde ent&atilde;o, centenas de institui&ccedil;&otilde;es com o mesmo objetivo foram criadas em v&aacute;rios pa&iacute;ses do mundo.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que, apesar de o apoio de programas oficiais estar focado na assun&ccedil;&atilde;o de riscos, n&atilde;o significa que a atua&ccedil;&atilde;o das ECAs, necessariamente, esteja vinculada &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de perdas. Na verdade, atuam numa faixa de riscos n&atilde;o atendidos pelo mercado privado, mas administr&aacute;veis por uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, e buscam manter &iacute;ndices de solv&ecirc;ncia dentro de par&acirc;metros estabelecidos nas legisla&ccedil;&otilde;es, com carteiras relativamente diversificadas.<\/p>\n<p><img style='float: right;' src='\/images\/Gr&aacute;fico.jpg' alt='' width='334' height='317' \/>A diferen&ccedil;a &eacute; que os riscos s&atilde;o, normalmente, cobertos ou ressegurados pelos governos de seus pa&iacute;ses e, portanto, n&atilde;o t&ecirc;m de manter elevadas provis&otilde;es de capital para as perdas contingentes de seus financiamentos. No Brasil, o Fundo de Garantia &agrave; Exporta&ccedil;&atilde;o (FGE) segue essa mesma linha, apresentando um reduzido &iacute;ndice de sinistralidade.<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia internacional demonstra que o apoio das ECAs &eacute; um poderoso instrumento de alavancagem das exporta&ccedil;&otilde;es e pode, por isso, provocar disputas entre pa&iacute;ses. Na pr&aacute;tica, cada ag&ecirc;ncia busca cobrar uma taxa cada vez menor para que as exporta&ccedil;&otilde;es de seus pa&iacute;ses tenham um melhor desempenho perante os concorrentes no mercado internacional&sup1;.<\/p>\n<p>Na d&eacute;cada de 1970, a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica internacional &ndash; de altas taxas de juros, d&eacute;ficits comerciais, eleva&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do petr&oacute;leo e recursos escassos dos governos &ndash; fez com que as ag&ecirc;ncias dos pa&iacute;ses desenvolvidos tivessem uma atua&ccedil;&atilde;o mais agressiva, com significativo aumento dos cr&eacute;ditos concedidos. As disputas, somadas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o financeira internacional, resultaram em um apoio oficial cada vez mais significativo e um gasto insustent&aacute;vel para os tesouros dos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Esse cen&aacute;rio deu origem ao Acordo sobre Normas de Conduta para Apoio Oficial em Cr&eacute;ditos &agrave; Exporta&ccedil;&atilde;o (<em>Arrangement on Guidelines for Oicial Supported Export Credits<\/em> ), concebido na Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE), na reuni&atilde;o do Banco Mundial\/ Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) de 1973, e estabelecido em uma primeira vers&atilde;o a partir de 1976.<\/p>\n<p>O objetivo do acordo &eacute; promover a &ldquo;competi&ccedil;&atilde;o entre os exportadores dos pa&iacute;ses da OCDE, baseada em qualidade e pre&ccedil;o dos bens e servi&ccedil;os, em vez de nas condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis de apoio oficial&rdquo;. Norteia a atua&ccedil;&atilde;o das ECAs com o estabelecimento de uma s&eacute;rie de par&acirc;metros relativos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es dos financiamentos, seguros e garantias por elas concedidos.<\/p>\n<p>Apesar de estabelecer par&acirc;metros, o acordo n&atilde;o fragilizou os programas de apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio, foram fortalecidos em alguns pa&iacute;ses com a crise 2008. A OCDE, por sua vez, tem se esfor&ccedil;ado para manter sua fun&ccedil;&atilde;o de coordenar as pol&iacute;ticas de cr&eacute;ditos dos v&aacute;rios pa&iacute;ses membros, com o objetivo de manter disciplinas financeiras, e n&atilde;o deixar que os subs&iacute;dios &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o criem distor&ccedil;&otilde;es insustent&aacute;veis no com&eacute;rcio internacional.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio de atua&ccedil;&atilde;o das ECAs se tornou mais competitivo nos anos recentes, em raz&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o agressiva de ag&ecirc;ncias de pa&iacute;ses em desenvolvimento,&nbsp; como China, &Iacute;ndia e Coreia. &Agrave; competitividade industrial desses pa&iacute;ses se juntaram ag&ecirc;ncias capitalizadas e com programas de mitiga&ccedil;&atilde;o de risco em outros pa&iacute;ses em desenvolvimento. Paradoxalmente, como se ver&aacute; adiante, o Brasil tornou mais t&iacute;mida sua estrutura de financiamento, em detrimento da competitividade de seus exportadores.<\/p>\n<p><strong><img style='float: right;' src='\/images\/olho1.jpg' alt='' width='240' height='240' \/>FINANCIAMENTO &Agrave; EXPORTA&Ccedil;&Atilde;O NO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p>O financiamento &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o no Brasil inicia-se, no final da d&eacute;cada de 1960, como um dos instrumentos da pol&iacute;tica utilizados na estrat&eacute;gia de diversifica&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras. Com essa diretriz, foi criado o Fundo de Financiamento &agrave; Exporta&ccedil;&atilde;o (Finex), cuja gest&atilde;o ficou a cargo da Carteira de Com&eacute;rcio Exterior (Cacex) do Banco do Brasil, que j&aacute; tinha, entre outras atribui&ccedil;&otilde;es, a emiss&atilde;o de licen&ccedil;as de importa&ccedil;&atilde;o e o estabelecimento de sobretaxas de c&acirc;mbio.<\/p>\n<p>Com a crise brasileira da d&eacute;cada de 1980, caracterizada pela retra&ccedil;&atilde;o agressiva da produ&ccedil;&atilde;o industrial, infla&ccedil;&atilde;o, alta das taxas internacionais de juros que causaram um crescimento da d&iacute;vida do Brasil, al&eacute;m do aumento do d&eacute;ficit p&uacute;blico e da d&iacute;vida interna por causa da pol&iacute;tica fiscal expansionista, as linhas de cr&eacute;ditos &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es foram interrompidas.<\/p>\n<p>Somente ao longo dos anos 1990 que o governo brasileiro volta a demonstrar preocupa&ccedil;&otilde;es com a pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior. Foi reorganizada sua estrutura, reformulando-se tamb&eacute;m o sistema brasileiro de seguro e de financiamento &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es: houve a desativa&ccedil;&atilde;o da Cacex (1953-1990), a extin&ccedil;&atilde;o do Finex (1966-1990) e a cria&ccedil;&atilde;o do Programa de Financiamento &agrave; Exporta&ccedil;&atilde;o (Proex,1991) e do FGE (1998). Durante o ano de 1990, tamb&eacute;m o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) inicia suas opera&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de com&eacute;rcio exterior.<\/p>\n<p>A justificativa para todas essas medidas era o entendimento da import&acirc;ncia das exporta&ccedil;&otilde;es para o crescimento do pa&iacute;s e da grande competi&ccedil;&atilde;o no com&eacute;rcio internacional, bem como da relev&acirc;ncia do instrumento de financiamento &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es na pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior. Por fim, foram criados &oacute;rg&atilde;os colegiados com a compet&ecirc;ncia de gerir a utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos da Uni&atilde;o destinados ao Proex e ao FGE, que a partir de 2003 foram substitu&iacute;dos pelo Comit&ecirc; de Financiamento e Garantia da Exporta&ccedil;&atilde;o (Coig).<\/p>\n<p>Seguindo a linha de estruturar uma pol&iacute;tica para o setor exportador, em 1995 foi criada a C&acirc;mara de Com&eacute;rcio Exterior (Camex), que tem a compet&ecirc;ncia de formular, implementar e coordenar as atividades relativas &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es de bens e servi&ccedil;os brasileiros, que est&atilde;o dispersas em diversos &oacute;rg&atilde;os do governo. O papel institucional do Conselho de Ministros que comp&otilde;e a Camex &eacute; fazer a articula&ccedil;&atilde;o entre esses &oacute;rg&atilde;os, com o objetivo de otimizar os resultados das empresas brasileiras no com&eacute;rcio internacional.<\/p>\n<p>Essa estrutura, criada nos anos 1990, &eacute; a que existe ainda hoje. A principal fonte de financiamento de longo prazo para as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras &eacute; o BNDES, com desembolsos anuais entre US$ 4 e 6 bilh&otilde;es. Os setores apoiados s&atilde;o exportadores de bens de capital e de servi&ccedil;os de engenharia para pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica, com a exporta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os respondendo anualmente por cerca de 80% do total desembolsado.<\/p>\n<p>O risco &eacute; um dos principais fatores impeditivos da realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es internacionais e quest&atilde;o central na negocia&ccedil;&atilde;o das vendas externas, j&aacute; que raramente &eacute; assumido por institui&ccedil;&otilde;es privadas. Desse modo, o FGE tornou-se essencial para viabilizar as opera&ccedil;&otilde;es de longo prazo e de elevados valores, cumprindo o mesmo papel das ag&ecirc;ncias de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses desenvolvidos.<\/p>\n<p>Por sua vez, o financiamento com recursos do Proex est&aacute; voltado para o suporte das &nbsp;exporta&ccedil;&otilde;es de micro, pequenas e m&eacute;dio empresas (MPMEs) e cr&eacute;ditos concessionais, sendo estes &uacute;ltimos, destinados a pa&iacute;ses com sistemas financeiros limitados, que n&atilde;o participam dos mercados internacionais, no que se refere &agrave; capta&ccedil;&atilde;o de recursos, em raz&atilde;o de suas dificuldades econ&ocirc;micas e sociais.<\/p>\n<p>O Proex, na modalidade de Equaliza&ccedil;&atilde;o de Taxas de Juros, tem voca&ccedil;&atilde;o para atender empresas de maior porte, que conseguem outorgar a reciprocidade necess&aacute;ria aos bancos privados financiadores das suas exporta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A partir do rearranjo dos programas oficiais de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o e da cria&ccedil;&atilde;o de modelos, como os acima mencionados, o Brasil saiu de um patamar de exporta&ccedil;&atilde;o de US$ 31 bilh&otilde;es, em 1990, para atingir o recorde de US$ 256 bilh&otilde;es, em 2011. A partir desse ano, no entanto, o desempenho das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras vem caindo na m&eacute;dia de 1,7% ao ano, sendo que, no acumulado de janeiro a julho de 2015, o valor exportado de aproximadamente US$ 113 bilh&otilde;es &eacute; 15,5% menor do que o do mesmo per&iacute;odo do ano passado.<\/p>\n<p>Contribui para essa performance negativa da exporta&ccedil;&atilde;o brasileira a perda de competitividade das empresas. O crescimento lento da produtividade, a falta de estrutura log&iacute;stica, mudan&ccedil;as cambiais desfavor&aacute;veis, aumento dos custos com energia, al&eacute;m dos custos tribut&aacute;rios, previdenci&aacute;rios, trabalhistas e burocr&aacute;ticos, est&atilde;o entre os fatores da eleva&ccedil;&atilde;o do custo produtivo do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A recente valoriza&ccedil;&atilde;o do real, apesar do efeito positivo sobre as receitas com vendas ao exterior, n&atilde;o resultou em um impacto expressivo no crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es. A raz&atilde;o disso &eacute; simplesmente porque o aumento na quantidade exportada de bens e servi&ccedil;os demanda tempo, devido &agrave;s dificuldades inerentes &agrave; entrada em novos mercados. Al&eacute;m disso, pelas raz&otilde;es citadas, os produtos industriais brasileiros n&atilde;o s&atilde;o competitivos, cen&aacute;rio que n&atilde;o deve mudar no curto prazo.<\/p>\n<p>Seguramente, o aperfei&ccedil;oamento na utiliza&ccedil;&atilde;o dos programas de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o contribuiria para a revers&atilde;o do quadro atual da exporta&ccedil;&atilde;o brasileira, e consequentemente para o crescimento da economia. Existem cr&iacute;ticas, algumas vezes contundentes, sobre o papel dos programas brasileiros, na pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de seu objetivo essencial e na sua efic&aacute;cia. Mas, na verdade, a exist&ecirc;ncia de instrumentos s&oacute;lidos de apoio &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es &eacute; determinante, em v&aacute;rios segmentos econ&ocirc;micos, para o sucesso das empresas no exterior, como o de bens de capital, servi&ccedil;os e aeron&aacute;utico.<\/p>\n<p>Pode-se dizer, entretanto, que a atua&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o acompanha a agressividade de outras Ag&ecirc;ncias de Cr&eacute;dito &agrave; Exporta&ccedil;&atilde;o (ACEs) no mundo. Todos os pa&iacute;ses industrializados continuam mantendo programas de apoio p&uacute;blico &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es e &eacute; crescente a participa&ccedil;&atilde;o de novas ag&ecirc;ncias em pa&iacute;ses emergentes. Comparativamente, embora os programas brasileiros sejam bem estruturados, um novo direcionamento na sua gest&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o poderia resultar nos ajustes demandados pelo setor exportador brasileiro.<\/p>\n<p>Alguns acontecimentos registrados nos &uacute;ltimos anos trouxeram como consequ&ecirc;ncia a falta de credibilidade dos programas brasileiros. Houve aumento de burocracia, frequentes contingenciamentos dos recursos or&ccedil;ados, atrasos na execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria (impactando exportadores e bancos privados), frequentes modifica&ccedil;&otilde;es de procedimentos e diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es de regras vigentes. As medidas tomadas pelo governo, em 2015, tornaram ainda mais cr&iacute;tica a quest&atilde;o da confian&ccedil;a e dificultaram o desempenho exportador das empresas que historicamente utilizam os programas oficiais na estrutura&ccedil;&atilde;o de suas opera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio muita reflex&atilde;o para concluir que uma pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior precisa de defini&ccedil;&atilde;o, crit&eacute;rios e recursos previs&iacute;veis, al&eacute;m de conceder a devida import&acirc;ncia ao desenvolvimento da infraestrutura interna do pa&iacute;s. Para permitir a efetiva execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica externa e de com&eacute;rcio exterior, que tem como objetivo elevar a presen&ccedil;a de empresas brasileiras no exterior e aumentar a exporta&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;ria a contrapartida de apoio financeiro, como acontece nos pa&iacute;ses desenvolvidos.<\/p>\n<p><img style='float: left;' src='\/images\/olho21.jpg' alt='' width='240' height='240' \/>No caso do Brasil, o sistema vigente de seguro de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, ao amparo do FGE, &eacute; com certeza o principal instrumento de pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior para apoiar a entrada das empresas brasileiras nos mercados internacionais. Assim, a cobertura de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o de longo prazo destinado a pa&iacute;ses de risco elevado s&oacute; se viabiliza com a presen&ccedil;a dos governos e &eacute; a principal &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o das ECAs no mundo.<\/p>\n<p>No entanto, o sistema brasileiro caracteriza-se pela gest&atilde;o restritiva, ou seja, n&atilde;o demonstra autonomia para a assun&ccedil;&atilde;o de riscos usualmente aceitos por concorrentes internacionais. Al&eacute;m disso, tem sido utilizado apenas pelas grandes empresas, e a garantia para suas exporta&ccedil;&otilde;es &eacute; a principal demanda das MPMEs.<\/p>\n<p>Embora, segundo o discurso oficial, o financiamento do Proex tenha foco no apoio nas MPME, as garantias admitidas para as opera&ccedil;&otilde;es, normalmente de institui&ccedil;&otilde;es privadas, n&atilde;o s&atilde;o de f&aacute;cil acesso aos exportadores de menor porte. Com rela&ccedil;&atilde;o ao BNDES, que &eacute; a &uacute;nica fonte de recursos de longo prazo para as exporta&ccedil;&otilde;es, por conta de suas caracter&iacute;sticas de banco p&uacute;blico, tem se mostrado um instrumento sofisticado, com acesso restrito a poucas grandes empresas.<\/p>\n<p>A conclus&atilde;o necess&aacute;ria &eacute; que o governo brasileiro precisa de programas mais substantivos para dar competitividade &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o brasileira. Como exemplo, poderia ser citada a modalidade de garantia para emiss&atilde;o de t&iacute;tulos por empresa privada, para facilitar a coloca&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is no mercado de capitais. No caso, os recursos captados seriam destinados exclusivamente para financiar o importador estrangeiro. O FGE representa aval da Uni&atilde;o, e portanto vai viabilizar o investimento privado de pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas nacionais e estrangeiras, o que vem ao encontro da necessidade do governo em buscar capital privado.<\/p>\n<p>Nesse contexto, outra quest&atilde;o relevante &eacute; que, no governo brasileiro, a defini&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior est&aacute; distribu&iacute;da por diversos &oacute;rg&atilde;os da administra&ccedil;&atilde;o direta e indireta, e a compet&ecirc;ncia sobre os principais instrumentos de apoio financeiro, bem como o controle das exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es, est&atilde;o na esfera do Minist&eacute;rio da Fazenda.<\/p>\n<p>A necessidade de coordena&ccedil;&atilde;o entre os &oacute;rg&atilde;os &eacute;, ali&aacute;s, o principal motivo para a exist&ecirc;ncia da Camex, que tem como papel institucional o assessoramento imediato da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, respons&aacute;vel pelas diretrizes da a&ccedil;&atilde;o governamental na &aacute;rea de com&eacute;rcio exterior. Desse modo, a atua&ccedil;&atilde;o da Camex mostra-se indispens&aacute;vel para que o exame e a delibera&ccedil;&atilde;o sobre aspectos comerciais, iscais e pol&iacute;ticos das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras sejam realizados de forma colegiada e harm&ocirc;nica.<\/p>\n<p>Mesmo em ano de restri&ccedil;&atilde;o fiscal, o financiamento &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o &eacute; importante para compensar o baixo crescimento do pa&iacute;s e melhorar a balan&ccedil;a de pagamentos. No cen&aacute;rio atual, tendo em vista as compet&ecirc;ncias da Camex e sua import&acirc;ncia no contexto da estrutura organizacional e a interface no poder executivo, frente &agrave;s demandas e urg&ecirc;ncias das diretrizes de com&eacute;rcio exterior, constata-se que se faz necess&aacute;rio o fortalecimento do Conselho, com o cumprimento das compet&ecirc;ncias previstas na sua legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Infelizmente, nos &uacute;ltimos anos, a Camex foi se afastando do seu papel central e medidas ligadas ao com&eacute;rcio exterior foram decididas em outras esferas do governo, em detrimento, algumas vezes, da busca pelos resultados positivos para a competitividade internacional dos exportadores brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>FINANCIAMENTO E POL&Iacute;TICA ECON&Ocirc;MICA<\/strong><\/p>\n<p>Ponto crucial na gest&atilde;o de programas oficiais &eacute; a comprova&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia dos programas que s&atilde;o operacionalizados com recursos da Uni&atilde;o. Com o intuito de contribuir com essa discuss&atilde;o, alguns exemplos podem ser elencados para demonstrar a import&acirc;ncia dos programas voltados a alavancar as exporta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>No caso das opera&ccedil;&otilde;es de bens de capital, o acordo comercial entre exportador e comprador no exterior, necessariamente, inclui um pacote de financiamento negociado simultaneamente, dado que o ciclo produtivo &eacute; longo. Assim, a n&atilde;o inclus&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de pagamento dos bens representa uma perda de competitividade para o exportador brasileiro.<\/p>\n<p>Os prazos requeridos para essas opera&ccedil;&otilde;es tornam o custo financeiro dos cr&eacute;ditos ofertados por bancos privados acima do n&iacute;vel de competitividade poss&iacute;vel. Por essa raz&atilde;o, os principais exportadores de manufaturados, que est&atilde;o entre os 200 maiores de acordo com dados divulgados pelo Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior (MDIC), assim como as empresas dos setores de m&aacute;quinas e equipamentos de alto valor agregado e aeron&aacute;utico, t&ecirc;m recebido apoio do programa Proex Equaliza&ccedil;&atilde;o, que reduz o custo final da opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As maiores empresas exportadoras brasileiras de manufaturados s&atilde;o grandes grupos internacionais, que utilizam, normalmente, como estrutura de cr&eacute;dito nas suas exporta&ccedil;&otilde;es o financiamento para uma empresa do mesmo grupo. Nestes casos, a empresa financiada, que aparece como importador, repassa os financiamentos ao comprador final, assumindo o risco de cr&eacute;dito da opera&ccedil;&atilde;o. O objetivo dessa estrutura &eacute; mitigar riscos, dado que as exporta&ccedil;&otilde;es muitas vezes ocorrem para mais de 40 mercados diferentes. Al&eacute;m disso, seria invi&aacute;vel para o exportador brasileiro estruturar financiamento para cada um dos importadores finais.<\/p>\n<p><img style='float: left;' src='\/images\/revista3.jpg' alt='' width='334' height='447' \/>Esses grupos multinacionais fizeram grandes investimentos no Brasil, e as plantas industriais instaladas no pa&iacute;s competem com outras plantas localizadas em v&aacute;rios pa&iacute;ses, alguns com forte apoio oficial &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o e outros com baixo custo de produ&ccedil;&atilde;o. A decis&atilde;o das matrizes de manter ou aumentar a produ&ccedil;&atilde;o destinada &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o a partir do Brasil depende diretamente das condi&ccedil;&otilde;es oferecidas pelo pa&iacute;s, que, atualmente, n&atilde;o representa um <em>low cost country<\/em> para essas empresas, tendo em vista que a competitividade brasileira &eacute; afetada por v&aacute;rios fatores internos.<\/p>\n<p>Para as ind&uacute;strias de bens de capital instaladas no Brasil, a exporta&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para o desenvolvimento de novas&nbsp; tecnologias e investimento em inova&ccedil;&atilde;o, considerando que produtos sofisticados, com tecnologia de ponta, s&atilde;o mais demandados pelos importadores dos pa&iacute;ses desenvolvidos. Empresas brasileiras compram m&aacute;quinas e equipamentos com menor valor agregado. Se dependesse do mercado interno, al&eacute;m de fabricar bens menos desenvolvidos tecnologicamente e, portanto, com menor valor agregado, as empresas instaladas no pa&iacute;s teriam de enfrentar, atualmente, um mercado com desacelera&ccedil;&atilde;o da demanda.<\/p>\n<p>O apoio oficial &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o brasileira acarretou renovados investimentos no pa&iacute;s e transfer&ecirc;ncias de linhas de produ&ccedil;&atilde;o, com avan&ccedil;o na tecnologia, para venda a partir do Brasil, nos &uacute;ltimos vinte anos. As principais motiva&ccedil;&otilde;es&nbsp; para uma empresa realizar investimentos diretos em outro pa&iacute;s &eacute; a busca de novos mercados, de recursos&nbsp; de produ&ccedil;&atilde;o mais baratos do que no pa&iacute;s de origem e de condi&ccedil;&otilde;es competitivas para suas exporta&ccedil;&otilde;es. Essas empresas t&ecirc;m acesso a funding de bancos internacionais, que, combinado com o Proex Equaliza&ccedil;&atilde;o, viabiliza, sem risco financeiro coberto por programas oficiais brasileiros,&nbsp; a exporta&ccedil;&atilde;o brasileira a um custo competitivo, equivalente aos praticados pelas ag&ecirc;ncias de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses desenvolvidos.<\/p>\n<p>Outro segmento que depende de apoio oficial &ndash; a exporta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &ndash; recebe efetivo apoio de ag&ecirc;ncias de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o em todos os pa&iacute;ses desenvolvidos, porque demanda longos prazos de repagamento para cr&eacute;ditos de alto valor e, consequentemente, est&aacute; vinculada a riscos de cr&eacute;dito n&atilde;o assumidos pelas seguradoras privadas.<\/p>\n<p>A intensifica&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o do BNDES-Exim e a institui&ccedil;&atilde;o do FGE e do Proex Equaliza&ccedil;&atilde;o, a partir do fim da d&eacute;cada de 1990, proporcionaram o incremento da participa&ccedil;&atilde;o brasileira nos principais mercados de proje&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica do Brasil, Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica, principalmente no que se refere &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Esses dois mercados, no per&iacute;odo desde 2004 a 2012, apresentaram os maiores &iacute;ndices de crescimento &ndash; Am&eacute;rica Latina 18,2% e &Aacute;frica 16,6%, superando at&eacute; a &Aacute;sia &ndash; e foi tamb&eacute;m nesses mercados onde cresceu a demanda por itens necess&aacute;rios &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade produtiva industrial e de infraestrutura. S&atilde;o justamente os pa&iacute;ses onde surgem oportunidades de exporta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e bens de capital e onde as empresas brasileiras s&atilde;o mais competitivas. No entanto, s&atilde;o tamb&eacute;m os de maior risco percebido pelos agentes financeiros privados, e por isso o apoio de programas oficiais se torna essencial para viabilizar a atua&ccedil;&atilde;o das empresas brasileiras. Entre os anos de 2003 e 2013, conforme estudo divulgado pela LCA Consultores, as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras de servi&ccedil;os de engenharia, foram incrementadas em 3,5 vezes. Esse crescimento permitiu que o Brasil se posicionasse como vice-l&iacute;der de mercado na Am&eacute;rica Latina, com market share de 17,8%, atr&aacute;s da Espanha, que det&eacute;m 29,6% do mercado. No caso do mercado africano, o Brasil ocupa a sexta posi&ccedil;&atilde;o entre os maiores exportadores, com uma participa&ccedil;&atilde;o ainda pequena de 4,1%, atr&aacute;s da China (44,8%), It&aacute;lia (13%), Fran&ccedil;a (8,9%), Coreia do Sul (4,8) e Estados Unidos (4,7%).<\/p>\n<p>A presen&ccedil;a brasileira nesses mercados foi relevante na exporta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de engenharia, representando 94% do total das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras (75% no caso latino-americano e 19% no caso africano). Esse incremento, nos &uacute;ltimos anos, &eacute; oriundo tanto da competitividade das empresas brasileiras quanto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de apoio &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es de bens e servi&ccedil;os,&nbsp; cujos programas t&ecirc;m sido continuamente utilizados pelas exportadoras de servi&ccedil;o de engenharia, viabilizando o aumento da presen&ccedil;a brasileira no mercado internacional.<\/p>\n<p>Quando os programas oficiais de cr&eacute;dito &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o utilizados nos financiamentos a governos de outros pa&iacute;ses, para obras de infraestrutura de grande impacto social, fica evidenciado seu papel como instrumentos complementares do governo brasileiro na execu&ccedil;&atilde;o de sua pol&iacute;tica externa e nas rela&ccedil;&otilde;es bilaterais com diversos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONCLUS&Atilde;O<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil passa, nesse momento, por uma grave crise econ&ocirc;mica e financeira. Os instrumentos governamentais para alavancar as exporta&ccedil;&otilde;es deveriam ser fortalecidos e considerados como mecanismos de investimento, gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda.<\/p>\n<p>O apoio oficial &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o constitui instrumento de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica utilizado em todo o mundo como forma de fomentar o crescimento, via ganhos de produtividade resultantes da especializa&ccedil;&atilde;o, de escala, de concorr&ecirc;ncia e inova&ccedil;&atilde;o, da gera&ccedil;&atilde;o de empregos.<\/p>\n<p>Desse modo, propostas e demandas do setor exportador brasileiro devem ser consideradas pelo governo com o objetivo de garantir que as diretrizes da pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior e de internacionaliza&ccedil;&atilde;o das empresas brasileiras sejam executadas de forma satisfat&oacute;ria, levando a exporta&ccedil;&atilde;o brasileira a mercados competitivos e com grande potencial para a ind&uacute;stria nacional. Em sentido contr&aacute;rio, o avan&ccedil;o das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras nos mercados da Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica est&aacute; sendo restringido pela limitada capacidade desses pa&iacute;ses de oferecer garantias. Competidores globais, notadamente a China, articulam pol&iacute;ticas mais agressivas, e ampliam suas vendas em detrimento do Brasil.<\/p>\n<p>O FGE tem espa&ccedil;o para aumentar sua atua&ccedil;&atilde;o, mantendo as regras de solv&ecirc;ncia previstas na legisla&ccedil;&atilde;o pertinente, bem como permitindo que o Fundo cumpra efetivamente seu papel de atuar nas lacunas do mercado, como as demais ag&ecirc;ncias do mundo.<\/p>\n<p>Dentro da agenda do governo para o crescimento do pa&iacute;s, deve estar a recupera&ccedil;&atilde;o do dinamismo da ind&uacute;stria e, em consequ&ecirc;ncia, das exporta&ccedil;&otilde;es de produtos manufaturados, de maior valor agregado e de maior conte&uacute;do tecnol&oacute;gico. O principal programa governamental de apoio para o setor de manufaturados tem sido o Proex Equaliza&ccedil;&atilde;o, cujas opera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o estruturadas com financiamento de bancos privados internacionais, sem risco de cr&eacute;dito para o governo brasileiro e fazendo as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras atingirem quase duzentos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Outro segmento que merece aten&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de com&eacute;rcio exterior &eacute; o de micro e pequenas empresas. Todos sabem da capacidade que as empresas de menor porte t&ecirc;m para gerar empregos e melhorar a distribui&ccedil;&atilde;o de renda. Representam 98% do total das empresas instaladas no pa&iacute;s, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), e respondem por 60% dos empregos gerados e por 43% da renda total dos setores industrial, comercial e de servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Esse segmento tem enorme dificuldade de acesso &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es financeiras privadas, por isso dependem diretamente do apoio de programas oficiais para que possam alavancar exporta&ccedil;&otilde;es. As principais raz&otilde;es para isso s&atilde;o o elevado risco do segmento, o custo administrativo muito elevado e o fato de que, normalmente, exportam para pequenas empresas no exterior.<\/p>\n<p>O apoio oficial brasileiro dedicado a esse segmento &eacute; feito basicamente pelo Proex Financiamento, que tem&nbsp; atendido uma m&eacute;dia de 400 empresas por ano. &Eacute; uma atua&ccedil;&atilde;o ainda t&iacute;mida diante do grande universo de MPME. Em geral, o maior acesso ao programa esbarra sempre na quest&atilde;o da garantia. Neste sentido, o FGE &eacute; a ferramenta que precisa ser ajustada para melhor amparar as opera&ccedil;&otilde;es das empresas de menor porte.<\/p>\n<p>Restri&ccedil;&otilde;es de or&ccedil;amento e acesso aos programas de apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem ser feitas para acomoda&ccedil;&atilde;o de necessidades circunstanciais da pol&iacute;tica fiscal, sob o risco de comprometer, irremediavelmente, anos de inser&ccedil;&atilde;o internacional de diversas empresas exportadoras. Ao contr&aacute;rio, deve haver uma sintonia para ajustar esses programas, de maneira a preservar os n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o do Brasil no mercado mundial.<\/p>\n<p>Argumente-se, ainda, que os benef&iacute;cios dos programas de apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o v&atilde;o muito al&eacute;m dos valores registrados nas planilhas or&ccedil;ament&aacute;rias. Trata-se de investimento que dimensiona a pr&oacute;pria presen&ccedil;a do Brasil nas cadeias globais de valor.<\/p>\n<p>Entre os &oacute;rg&atilde;os envolvidos, seguramente o MDIC pode fazer um excelente trabalho de aumento da base com a divulga&ccedil;&atilde;o dos programas, melhoria do acesso de exportadores e participa&ccedil;&atilde;o dos bancos privados. O Tesouro Nacional, por sua vez, deve garantir a previsibilidade e um or&ccedil;amento adequado. Deve-se recordar que, com a disputa agressiva por mercados, cresce a responsabilidade dos &oacute;rg&atilde;os gestores dos programas oficiais de apoio &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o para manter e elevar a inser&ccedil;&atilde;o internacional da economia brasileira.<\/p>\n<p>O reconhecimento da necessidade de um novo modelo de apoio mais amplo vai aumentar a capacidade de o Brasil exercer uma pol&iacute;tica de com&eacute;rcio exterior, com todos os resultados reconhecidamente positivos advindo do crescimento das exporta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>N&atilde;o se pode, evidentemente, deixar de reconhecer que esc&acirc;ndalos recentes afetar&atilde;o a compreens&atilde;o p&uacute;blica sobre a relev&acirc;ncia dos programas oficiais de financiamento. Obviamente, distor&ccedil;&otilde;es devem ser investigadas, com a puni&ccedil;&atilde;o de eventuais irregularidades. Entretanto, o desconhecimento dos mecanismos pode levar a decis&otilde;es precipitadas ou &agrave; imobilidade decis&oacute;ria, engendrando imprevisibilidade para os agentes privados e incapacidade de concluir novos projetos que teriam impacto relevante para as exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras. Um desafio, nos pr&oacute;ximos tempos, ser&aacute; defender os programas oficiais de financiamento &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, defender seu aperfei&ccedil;oamento e sua expans&atilde;o. Incumbem-se deste desafio n&atilde;o apenas os &oacute;rg&atilde;os diretamente envolvidos (destacando-se a Camex), mas tamb&eacute;m os operadores privados que se beneficiam diretamente da possibilidade de concorrer, em condi&ccedil;&otilde;es de igualdade, no competitivo mercado global.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo foi publicado na Revista Brasileira de Com&eacute;rcio Exterior (RBCE) do &uacute;ltimo trimestre (Julho a Setembro) O apoio financeiro &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o constitui ponto fundamental das pol&iacute;ticas industriais nos pa&iacute;ses&#8230;<\/p>","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[22],"class_list":{"0":"post-51081","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-bmj","7":"tag-portugues"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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