{"id":988,"date":"2013-12-13T00:00:00","date_gmt":"2013-12-13T03:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-12-13T00:00:00","modified_gmt":"2013-12-13T03:00:00","slug":"o-desafio-da-transformacao-da-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/","title":{"rendered":"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<div>Por Dani Rodrik\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>H\u00e1 muito vista como um caso econ\u00f4mico perdido, a \u00c1frica Subsaariana vive seu melhor desempenho em termos de crescimento desde os primeiros anos p\u00f3s-independ\u00eancia. As grandes receitas com recursos naturais ajudaram, mas as boas not\u00edcias v\u00e3o al\u00e9m dos pa\u00edses ricos em recursos. Desde meados dos anos 90, pa\u00edses como Eti\u00f3pia, Ruanda e Uganda v\u00eam crescendo a taxas dignas do Leste da \u00c1sia1.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>A quest\u00e3o \u00e9 se esse desempenho pode ser sustentado. At\u00e9 agora, o crescimento vem sendo impulsionado por uma combina\u00e7\u00e3o entre a chegada de recursos externos (aux\u00edlio financeiro, al\u00edvio de d\u00edvidas ou receita com as commodities) e o fim de algumas distor\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do passado. A produtividade dom\u00e9stica ganhou impulso com o aumento da demanda por bens e servi\u00e7os dom\u00e9sticos e pelo uso mais eficiente dos recursos. O problema \u00e9 que n\u00e3o est\u00e1 claro de onde poder\u00e3o vir os ganhos futuros de produtividade.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>O problema b\u00e1sico \u00e9 a fragilidade das transforma\u00e7\u00f5es estruturais nessas economias. Os pa\u00edses do Leste da \u00c1sia cresceram muito por terem replicado, em um per\u00edodo de tempo bem menor, o que os pa\u00edses avan\u00e7ados de hoje fizeram ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Eles transformaram seus agricultores em trabalhadores industriais, diversificaram suas economias e exportaram bens cada vez mais elaborados.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div><span style='font-size: 9pt;'>Pouco disso vem ocorrendo na \u00c1frica. Nas palavras dos analistas do Centro Africano para a Transforma\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica, em Accra, Gana, o continente est\u00e1 &#8216;crescendo rapidamente, transformando-se lentamente&#8217;2.<\/span>\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Em princ\u00edpio, o potencial da regi\u00e3o para a industrializa\u00e7\u00e3o de uso intensivo de m\u00e3o de obra \u00e9 imenso. Uma fabricante chinesa de cal\u00e7ados, por exemplo, paga a seus funcion\u00e1rios na Eti\u00f3pia um d\u00e9cimo do que paga na China. Na Eti\u00f3pia, pode conseguir uma produtividade equivalente \u00e0 metade ou mais dos n\u00edveis chineses, por meio de programas internos de treinamento. A economia obtida com a m\u00e3o de obra mais do que compensa custos adicionais de se fazer neg\u00f3cios no cen\u00e1rio africano.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Os n\u00fameros agregados, no entanto, contam uma hist\u00f3ria preocupante. Menos de 10% dos trabalhadores africanos encontram emprego na ind\u00fastria e, entre estes, s\u00f3 uma pequena parte (que chega a ser de apenas 10%) est\u00e1 empregada em firmas formais e modernas, com tecnologias adequadas. Lamentavelmente, houve poucos avan\u00e7os nesse sentido, apesar dos altos \u00edndices de crescimento econ\u00f4mico. Na verdade, a \u00c1frica Subsaariana mostra-se menos industrializada hoje do que nos anos 80. Os investimentos privados em ind\u00fastrias modernas, em especial que n\u00e3o sejam ligados a recursos naturais negoci\u00e1veis, n\u00e3o aumentaram. Continuam baixos demais para estimular transforma\u00e7\u00f5es estruturais.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Como em todos os pa\u00edses em desenvolvimento, os agricultores na \u00c1frica migram em massa para as cidades. Ainda assim, como mostra recente estudo3 do Groningen Growth and Development Center, os migrantes rurais n\u00e3o v\u00e3o para trabalhar em ind\u00fastrias modernas, como foi o caso na \u00c1sia, mas em servi\u00e7os como os de distribui\u00e7\u00e3o e de com\u00e9rcio varejista. Embora esses servi\u00e7os tenham produtividade muito maior do que grande parte dos trabalhos na agricultura, n\u00e3o s\u00e3o tecnologicamente din\u00e2micos na \u00c1frica e est\u00e3o abaixo dos par\u00e2metros mundiais.\n<\/div>\n<div><span style='font-size: 9pt;'><br \/><\/span>\n<\/div>\n<div><span style='font-size: 9pt;'>Vejamos o caso de Ruanda, a t\u00e3o proclamada hist\u00f3ria de sucesso, cujo Produto Interno Bruto (PIB) aumentou mirabolantes 9,6% por ano, em m\u00e9dia, desde 1995 (com a renda per capita aumentando a um ritmo anual de 5,2%). Xinshen Diao, do Instituto Internacional de Pesquisa de Pol\u00edticas Alimentares (IFPRI, na sigla em ingl\u00eas), mostrou que essa expans\u00e3o foi puxada por servi\u00e7os de bens n\u00e3o negoci\u00e1veis, em especial na constru\u00e7\u00e3o civil, transporte e hot\u00e9is e restaurantes. O setor p\u00fablico predomina nos investimentos e a maior parte desses investimentos governamentais \u00e9 financiada por recursos estrangeiros. O aux\u00edlio financeiro externo provocou a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda, agravando as dificuldades enfrentadas pela ind\u00fastria e outros bens negoci\u00e1veis.<\/span>\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>N\u00e3o digo nada disso para menosprezar o progresso de Ruanda na redu\u00e7\u00e3o da pobreza, refletido em reformas na sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e no cen\u00e1rio geral das pol\u00edticas econ\u00f4micas. Sem d\u00favida, essas melhoras elevaram a renda potencial do pa\u00eds. Mas o avan\u00e7o na governan\u00e7a e no capital humano n\u00e3o se traduz necessariamente em dinamismo econ\u00f4mico. O que falta a Ruanda e outros pa\u00edses africanos s\u00e3o atividades modernas de bens e servi\u00e7os negoci\u00e1veis que possam tornar realidade esse potencial e agir como um motor dom\u00e9stico de aumento na produtividade.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>A for\u00e7a dominante do cen\u00e1rio econ\u00f4mico africano &#8211; um setor informal com microempreendimentos, produ\u00e7\u00e3o familiar e atividades n\u00e3o oficiais &#8211; est\u00e1 absorvendo a crescente m\u00e3o de obra urbana e agindo como uma rede de prote\u00e7\u00e3o social. Evid\u00eancias sugerem, entretanto, que isso n\u00e3o \u00e9 suficiente para suprir a aus\u00eancia de dinamismo produtivo. Estudos mostram que bem poucos microempreendimentos crescem o suficiente para sair da informalidade4, assim como a maior parte das firmas bem-sucedidas em estabelecer-se n\u00e3o come\u00e7a como empresa pequena e informal.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Otimistas dizem que as boas not\u00edcias referentes a transforma\u00e7\u00f5es estruturais africanas ainda n\u00e3o se deixam ver nos dados macroecon\u00f4micos. Podem muito bem estar certos. Mas, se estiverem errados, a \u00c1frica pode deparar-se com s\u00e9rias dificuldades nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Metade da popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Subsaariana tem menos de 25 anos. De acordo com o Banco Mundial, a cada ano cinco milh\u00f5es de pessoas completam 15 anos5, &#8216;passando da fronteira da inf\u00e2ncia para a vida adulta&#8217;. Tendo em vista a lentid\u00e3o no surgimento de transforma\u00e7\u00f5es estruturais positivas, o Banco Mundial projeta que nos pr\u00f3ximos dez anos apenas um em cada quatro jovens africanos vai encontrar emprego regular como trabalhador assalariado e que apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o estar\u00e1 no setor formal em empresas modernas.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Vinte anos de expans\u00e3o econ\u00f4mica na \u00c1frica Subsaariana elevaram as expectativas da popula\u00e7\u00e3o jovem quanto a bons empregos, mas n\u00e3o elevaram a capacidade para que estes sejam criados. Essas s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que tornam mais prov\u00e1vel o surgimento de protestos sociais e instabilidade pol\u00edtica. Um planejamento econ\u00f4mico baseado apenas em extrapola\u00e7\u00f5es do crescimento recente vai exacerbar a discrep\u00e2ncia. Em vez disso, os l\u00edderes pol\u00edticos africanos podem precisar encontrar uma forma de baixar essas expectativas, enquanto trabalham para aumentar o ritmo de transforma\u00e7\u00f5es estruturais e inclus\u00e3o social. (Tradu\u00e7\u00e3o de Sabino Ahumada\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>1 &#8211; www.bit.ly\/JjLIqi\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>2 &#8211; www.bit.ly\/1j0RUDj\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>3 &#8211; www.bit.ly\/1kDS0Mv\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>4 -www.bit.ly\/1cEmGfQ\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>5 &#8211; www.bit.ly\/1fao6hI\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>Dani Rodrik \u00e9 professor de ci\u00eancias sociais no Institute for Advanced Studies e autor de &#8216;The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy&#8217;. Copyright: Project Syndicate, 2013.\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div>www.project-syndicate.org\n<\/div>\n<div> \n<\/div>\n<div> \n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dani Rodrik H\u00e1 muito vista como um caso econ\u00f4mico perdido, a \u00c1frica Subsaariana vive seu melhor desempenho em termos de crescimento desde os primeiros anos p\u00f3s-independ\u00eancia. As grandes receitas&#8230;<\/p>","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[22],"class_list":{"0":"post-988","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"tag-portugues"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica - BMJ<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica - BMJ\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Dani Rodrik H\u00e1 muito vista como um caso econ\u00f4mico perdido, a \u00c1frica Subsaariana vive seu melhor desempenho em termos de crescimento desde os primeiros anos p\u00f3s-independ\u00eancia. As grandes receitas...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"BMJ\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/BMJAssociados\/?ref=ts\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2013-12-13T03:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Dennis Bravo\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@BMJconsultoria\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@BMJconsultoria\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Dennis Bravo\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\"},\"author\":{\"name\":\"Dennis Bravo\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/person\/e3d3984837d4d1847e83b4197aa02975\"},\"headline\":\"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica\",\"datePublished\":\"2013-12-13T03:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\"},\"wordCount\":1172,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#organization\"},\"keywords\":[\"Portugues\"],\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\",\"url\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\",\"name\":\"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica - BMJ\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#website\"},\"datePublished\":\"2013-12-13T03:00:00+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/bmj.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/bmj.com.br\/\",\"name\":\"BMJ\",\"description\":\"Consultores Associados\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/bmj.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#organization\",\"name\":\"BMJ Consultoria\",\"url\":\"https:\/\/bmj.com.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"\",\"contentUrl\":\"\",\"caption\":\"BMJ Consultoria\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/BMJAssociados\/?ref=ts\",\"https:\/\/x.com\/BMJconsultoria\",\"https:\/\/www.instagram.com\/bmjconsultoria\/\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/bmjconsultoresassociados\/?originalSubdomain=br\",\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/bmjconsultoria\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/person\/e3d3984837d4d1847e83b4197aa02975\",\"name\":\"Dennis Bravo\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6a711d6eb2c762e1fa0b1af3d0183adea3563153cc8b6e8820177b2fec199793?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6a711d6eb2c762e1fa0b1af3d0183adea3563153cc8b6e8820177b2fec199793?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Dennis Bravo\"},\"url\":\"https:\/\/bmj.com.br\/es\/author\/matheus-rossi\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica - BMJ","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica - BMJ","og_description":"Por Dani Rodrik H\u00e1 muito vista como um caso econ\u00f4mico perdido, a \u00c1frica Subsaariana vive seu melhor desempenho em termos de crescimento desde os primeiros anos p\u00f3s-independ\u00eancia. As grandes receitas...","og_url":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/","og_site_name":"BMJ","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/BMJAssociados\/?ref=ts","article_published_time":"2013-12-13T03:00:00+00:00","author":"Dennis Bravo","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@BMJconsultoria","twitter_site":"@BMJconsultoria","twitter_misc":{"Escrito por":"Dennis Bravo","Tiempo de lectura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/"},"author":{"name":"Dennis Bravo","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/person\/e3d3984837d4d1847e83b4197aa02975"},"headline":"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica","datePublished":"2013-12-13T03:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/"},"wordCount":1172,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#organization"},"keywords":["Portugues"],"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/","url":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/","name":"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica - BMJ","isPartOf":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#website"},"datePublished":"2013-12-13T03:00:00+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/en\/o-desafio-da-transformacao-da-africa\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/bmj.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O desafio da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1frica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#website","url":"https:\/\/bmj.com.br\/","name":"BMJ","description":"Consultores Associados","publisher":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/bmj.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#organization","name":"BMJ Consultoria","url":"https:\/\/bmj.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"","contentUrl":"","caption":"BMJ Consultoria"},"image":{"@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/BMJAssociados\/?ref=ts","https:\/\/x.com\/BMJconsultoria","https:\/\/www.instagram.com\/bmjconsultoria\/","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/bmjconsultoresassociados\/?originalSubdomain=br","https:\/\/www.youtube.com\/user\/bmjconsultoria"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/person\/e3d3984837d4d1847e83b4197aa02975","name":"Dennis Bravo","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/bmj.com.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6a711d6eb2c762e1fa0b1af3d0183adea3563153cc8b6e8820177b2fec199793?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6a711d6eb2c762e1fa0b1af3d0183adea3563153cc8b6e8820177b2fec199793?s=96&d=mm&r=g","caption":"Dennis Bravo"},"url":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/author\/matheus-rossi\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=988"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/988\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bmj.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}