Superávit com a China triplica em 2016, mas resultado não deve se manter no próximo ano

Nos oito primeiros meses de 2016, as trocas comerciais entre o Brasil e a China registraram um superávit de US$ 12,06 bilhões a favor do Brasil. O montante é quase três vezes superior àquele registrado de janeiro a agosto de 2015, quando o superávit brasileiro foi de US$ 4,05 bilhões.

O Sócio da Barral M Jorge, Welber Barral, conversou com o jornal Valor Econômico sobre esses dados.Segundo ele, essa tendência de aumento no saldo em favor do Brasil não deverá se manter para o ano que vem, devido a perspectiva de melhora na economia brasileira. Isso porque as importações chinesas para o Brasil se baseiam em bens de consumo, aparelhos eletrônicos, veículos e máquinas, produtos cuja demanda deve aumentar com a recuperação econômica doméstica. A exportação brasileira para o país asiático, por outro lado, é dominada por commodities agrícolas e metálicas.

Os números desse ano demonstram que, de fato, a queda na demanda doméstica pelas importações chinesas foi o principal determinante para o superávit alcançado. Até agosto, as compras brasileiras originadas da China tiveram queda 33,2% em relação ao mesmo período de 2015, enquanto as exportações para o país asiático registraram um pequeno aumento de 1,1%. 

 

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Texto e Assessoria de Comunicação
Edgard Vieira 
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