Duas semanas de Temer: os mercados respiram, os protestos continuam

By 31 de May de 2016No Comments

Em um período de intensa instabilidade política, o governo interino de Michel Temer divide a opinião pública.

Ao assumir o cargo de Presidente no dia 12 de maio, Temer teve a aprovação dos mercados financeiros e o apoio da grande maioria dos integrantes do Congresso, assegurado por acordos políticos e nomeações de membros de quase todos os partidos pró-impeachment para cargos do alto escalão. Já nas ruas, o favoritismo político já não está tão claro. Em contraponto aos números apresentados em abril que mostravam que mais da metade da população brasileira apoiava o impeachment, atualmente, os protestos “fora Temer” não param de crescer pelo País.

 

Crises iniciais

As duas primeiras semanas de governo serviram para testar a agilidade e o estilo de administração de Temer nos bastidores.

Em entrevista a Luis Tejero do portal de notícias espanhol Bez, o consultor político Juliano Griebeler afirmou que “em meio às contradições e anúncios precipitados por parte de alguns ministros, Michel Temer tem sido rápido em dar uma resposta, não deixando que conflitos perdurem e ganhem maiores proporções”, se referindo aos episódios polêmicos das últimas semanas como a fala do Ministro da Justiça sobre a indicação do PGR; a recriação do Ministério da Cultura e a exoneração do Ministro do Planejamento

 

Contas púbicas

A fim de amenizar a crise econômica, Temer juntamente com o novo Ministro da Fazenda Henrique Meirelles pretende realizar o ajuste fiscal. Contudo, ainda é incerto o posicionamento do Congresso para aprovação de medidas impopulares como o aumento de impostos ou reforma previdenciária, já que se aproximam as eleições municipais em outubro.

“A decisão de não apresentar um aumento de impostos até o momento se dá devido à instabilidade da base de apoio ao governo interino atualmente”, afirma Griebeler. De acordo com o consultor, o governo deve mostrar que está cortando gastos e que está buscando alternativas a médio e longo prazo para a recuperação econômica do país, e somente após essa fase propor medida como a reapresentação da CPMF.

 

Aceitação

Diferentemente de Dilma, Temer tem investido no diálogo com o Congresso. Para Griebeler, “a reunião com os líderes partidários para anunciar as medidas econômicas, a ida ao Congresso para entregar em mãos a nova meta fiscal e a indicação de um líder do governo que tem apoio de ampla maioria do Câmara, mesmo não sendo o nome que ele gostaria, mostram que Temer não está disposto a cometer os mesmos erros de Rousseff”.

Mas o Consultor reconhece que ainda será necessário tempo para o governo interino apresentar resultados. “A real força do governo será testada quando medidas impopulares forem apresentadas, como a reforma da Previdência, a recriação da CPMF e/ou o fim da vinculação de benefícios sociais ao salário mínimo. Nesse momento, novos conflitos podem surgir na base de apoio do governo”, concluiu Griebeler.

 

 

Para mais informações, leia a matéria completa de Luiz Tejero no portal Bez (em espanhol).

 

 

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Assessoria de Comunicação
Camilla Azeredo 
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