Alívio mesmo com reformistas “patinando”? As conclusões que os investidores podem tirar da CNI/Ibope

SÃO PAULO – Mesmo que não traga grandes surpresas, cada pesquisa eleitoral divulgada é acompanhada de lupa pelo mercado, por trazer sinais (ainda que mínimos) do que esperar para o pleito de outubro deste ano. A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira (28), foi um exemplo disso. “Marina Silva pode sinalizar um alívio ao mercado”, destacou ao InfoMoney o consultor da Barral M. Jorge, Lucas Fernandes. Isso porque, empatada na margem de erro com Jair Bolsonaro (PSL-RJ), a candidata deve intensificar sua aproximação sua aproximação dos segmentos empresariais para fortalecer seu viés mais centrista, embora encontre diculdades em formar uma coligação forte para o pleito, avalia.

Segundo o levantamento, Bolsonaro tem 17% das intenções de voto, ao passo que Marina aparece com 13%, em um empate técnico no limite da margem máxima de erro, de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Em seguida, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 8%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. O tucano está tecnicamente empatado com Álvaro Dias (Podemos), que tem 3%, e o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) – que anunciou que não sairá candidato – e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), ambos com 2% das intenções de voto. Brancos, nulos e indecisos somam 41%.

Um outro fator que poderia ser considerado como de ânimo para o mercado é a indicação que Ciro Gomes (PDT) não consegue capitalizar um bom desempenho na ausência de Lula, mesmo sendo considerado a principal alternativa de esquerda ao PT (e gerando temor aos investidores). Em um cenário com o petista, Ciro tem 4% das intenções de voto e, sem ele, as intenções de voto vão a 8%. Contudo, pondera, os candidatos mais alinhados à pauta reformista seguem “patinando”,
como Alckmin e Henrique Meirelles (MDB), com 6% e 1% respectivamente em um cenário sem Lula.

Neste sentido, diz Fernandes, chama a atenção os números dos estados do Sul e do Sudeste de percentual dos eleitores que planejam anular ou votar em branco (28% e 35%, respectivamente). “Essa é uma das razões para a dificuldade de crescimento de Alckmin, mesmo tendo sido um governador bem avaliado em São Paulo”.

 

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