Como ficará o Governo Temer com a delação de Sérgio Machado?

By 20 de junho de 2016No Comments

 

Na última quinta-feira (15), foi divulgada a delação premiada na Lava Jato do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o qual listou o nome de mais de 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás. Entre os nomes estão deputados e senadores de diversos partidos e também o nome do presidente em exercício Michel Temer que, segundo o delator, teria pedido a ele doações para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Segundo o delator, todos os políticos citados por ele tinham conhecimento do funcionamento do esquema de corrupção, embora nunca tenham formalizado o esquema ou citado a palavra “proprina”. De acordo com Machado, o dinheiro ilegal vinha de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro e era repassado aos partidos como doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, e da Transpetro, como pessoa jurídica.

 

Acusados

O infográfico abaixo foi feito pelo G1 e mostra quais políticos apareceram na delação:

 

E como fica o Governo Temer?

Em entrevista ao Infomoney, o analista político da Barral M Jorge, Juliano Griebeler, afirmou que esse tipo de acusação aumenta a turbulência política, pois o fato pode ser usado para engrossar o discurso da “nova oposição” com o intuito de atacar o Impeachment e o governo interino. Contudo, vale ressaltar que as delações que estão vindo à tona mostram um ambiente em que todos os partidos políticos estão envolvidos e isso não beneficia Dilma Rousseff nesse processo.  

Para o analista, “a acusação contra o presidente interino é grave, mas não deve afetar a base de apoio dele no Congresso. O cenário que se aponta no momento é de maior cautela, com os políticos devendo esperar se há provas sobre a doação por meio de propina”, explica Griebeler.

O especialista complementa ainda, que não se pode descartar a possibilidade de uma delação premiada de Eduardo Cunha, ex-Presidente da Câmara dos Deputados, que pode querer denunciar também possíveis aliados que o traíram assim como desafetos. “Caso Cunha recorra à delação, ela não deve sair antes da conclusão do impeachment, de forma que não afetaria a votação do processo pelo Senado”, conclui Griebeler.

 

 

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