Diretora de Comércio Internacional participa de eventos em Washington

A diretora de Comércio Internacional da BMJ, Renata Amaral, que agora está em Washington, participou de importantes eventos na última semana com empresários brasileiros e norte-americanos sobre os rumos do novo governo no Brasil.

No evento “Class Embassador Series  Times of Changes: prospects for Brazil” na Georgetown Universityo Embaixador do Brasil para os Estados Unidos, Sérgio Amaral, enfatizou que a mudança de estrutura no governo não encontra precedentes na história do país, mas que está alinhada com os lemas de campanha do atual presidente: combate ao crime e a corrupção (e recuperação econômica. Não à toa os dois ministros a frente dessas missões são os mais fortes do atual governo, Sérgio Mouro e Paulo Guedes.

Sobre política externa, reforçou que comentários do governo sobre a China não refletem o assessment da nossa relação com o país. Trata-se do parceiro econômico mais importante do Brasil, atual maior investidor estrangeiro e com uma economia complementar à brasileira, que contribui com a sustentabilidade da nossa relação comercial. Ademais, ressaltou que o Brasil deve prestar mais atenção na convergência entre o MERCOSUL e a Aliança do Pacífico, processo de integração mais importante da América Latina atualmente.

Já no segundo evento “Atlantic Council – Brazil’s Bolsonaro in 2019: What to expect from Latam’s Newest Leader”, o novo diretor para o Brasil no Banco Mundial, Fábio Kancuk, reforçou o discurso do governo e afirmou que nas próximas semanas veremos as propostas macroeconômicas e para previdência social que os investidores gostarão muito, o que contribuirá para o aumento da confiança dos investidores estrangeiros no Brasil.

Houve também discussão com investidores sobre a ambiciosa meta prometida pelo Presidente em Davos de que o Brasil estará entre os 50 países em termos de facilidade de fazer negócios no relatório do Banco Mundial (World Bank’s Ease of Doing Business index). Vale observar que hoje o Brasil está na posição 109 de 190 países avaliados e, portanto, há ampla descrença dos investidores sobre a possibilidade de o governo atingir este objetivo.

 

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